(RP) Lately I've Been Losing Sleep

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(RP) Lately I've Been Losing Sleep

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Qui Jul 16, 2015 3:26 pm

Lately I've Been Losing Sleep
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Re: (RP) Lately I've Been Losing Sleep

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Qui Jul 16, 2015 5:34 pm

nightmares

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O
grito rápido e fino foi tudo o que eu ouvi por um breve segundo. Em instantes eu estava sentada no chão com a respiração ofegante, mais uma vez naquela semana. Meus olhos olharam a minha volta notando que nada do que eu tinha vivido era realmente real. Era apenas um sonho. Apenas um sonho. Era o que eu me dizia toda vez que eu acordava. Os outros prisioneiros olhavam para mim com um ar de dúvida. Talvez se perguntando se eu seria mais uma a perder a cabeça e ser colocada em coma, ou algo do tipo.

No fundo eu sabia que aquilo não era verdade. As imagens da minha família cada vez mais e mais doente não era apenas um sonho. Como poderia ser? Eu me lembrava claramente de minha mãe dizendo o quanto era grata que eu estava lá para cuidar deles. E eu lembro o quão culpada eu me sentia por ter os deixado, mesmo depois de curados. Esse era o sonho que eu tinha todas as noites a mais de uma semana. Eu via e revia meus pais e meus irmãos morrendo, lenta e dolorosamente. Mas esse sonho tinha mudado um único aspecto: Mikka.

Era a primeira vez que o meu melhor amigo tinha aparecido em meus pesadelos. Uma breve aparição no meio do sonho, como se fosse apenas um lembrete que ele ainda estava ali. Eu conseguia ver seu rosto ficando cada vez mais pálido, e pela primeira vez eu não conseguia mexer um músculo sequer. O menino apenas me mostrava um sorriso triste, como se soubesse que eu não podia fazer nada. E meu sonho finalmente acabou quando as palavras saíram de sua boca: Você quase matou todos nós.

Minha respiração finalmente tinha voltado ao normal. As pessoas à minha volta tinham finalmente tinham parar de olhar para mim, o que eu agradecia imensamente. Sabe, eu nunca fui de reclamar por receber atenção, até o dia em que vim parar em Oblivion. Foi quando eu entendi a diferença dos olhares de alguém que te adimira por algum motivo, ou de alguém que só quer saber a merda que você fez para estar ali. Eram duas coisas completamente diferentes, e eu tinha certeza que não gostava da segunda.

-Olá?

Adentrei um pouco mais o local escuro, enquanto minhas pupilas se acostumavam do por do sol para o interior do local. Uma vez que consegui ver o que realmente tinha ali, minha cara foi um tanto surpresa. Eu não sabia que esse lugar tinha uma piscina, e agora passava pela minha cabeça se aquilo sempre tinha sido apenas uma prisão. Prisões não tem piscinas, certo? Pelo menos eu achava que sim.

-Tem alguém aqui?

Minha voz saiu alta e um leve eco pode ser escutado ao longe. Dei de ombros com a falta de resposta e chutei de leve uma boia murcha que apareceu em minha frente. Apesar de parecer que tinha saído de um filme de terror, aquele lugar era legal, curioso. Sentei na borda da piscina vazia e olhei à minha volta. Eu gostava de pensar que Oblivion não tinha sido uma prisão desde o começo, afinal de contas. Talvez fosse um clube. Ou algo onde crianças costumavam se divertir. Meus pés mexiam dentro da piscina, imaginando o movimento da água.

Por um breve momento eu me senti em paz. Os pesadelos sumiram de minha cabeça, a imagem da minha família se esvairou de meus pensamentos, enquanto eu trabalhava arduamente para imaginar o que poderia ter sido aquela prisão. Um leve sorriso me veio ao rosto, mas logo se dissipou quando passos ao longe começaram. Meus devaneios se esvairam e eu encarava da porta que eu tinha entrado para as escadarias que davam em um lugar desconhecido. Bom, se algo acontecesse, eu teria que ser muito rápida.

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Última edição por Möa Gustaw Walter em Sab Jul 18, 2015 4:38 pm, editado 2 vez(es)

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Re: (RP) Lately I've Been Losing Sleep

Mensagem por Mikka Iwan Wlodek em Sex Jul 17, 2015 6:43 pm




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Meus braços ainda ardiam por conta das queimaduras, mas as ataduras pelo menos eram capazes de aliviar da dor que meu corpo experimentava ao entrar em contato com as roupas que eu vestia. Eu imaginava que ferimentos como queimaduras graves fossem difíceis de se curar, mas não imaginava que levariam quase três semanas da minha vida dentro daquele inferno. Eu ainda tinha o braço direito enfaixado assim como minha perna, mas tinha certeza que a pele estaria muito melhor quando o tirasse em breve. O Nurse havia me dito que talvez eu tivesse cicatrizes para o resto da vida e isso fazia com que eu quisesse matar o maldito Sentry que havia me colocado dentro daquele primeiro jogo. Eu não podia ficar bancando ferimentos daquele nível para sempre, caso contrário meus anos de vida seriam relativamente poucos.

Meu coração estava apertado conforme - pela primeira vez na vida - eu caminhava pelos corredores da Oblivion antes do toque de recolher. Desde o momento em que eu havia pisado naquele lugar, eu havia começado uma busca desesperada por Möa, tentando descobrir em que cela ela estava, para onde havia sido levada, se estava bem ou no mínimo se estava viva. Eu sonhava com ela todas as noites, meus pensamentos se resumiam basicamente em seu nome. Eu estava obcecado por encontra-la simplesmente porque ninguém parecia simplificar aquela missão para mim ali. Os Sentrys não me davam respostas, os prisioneiros eram igualmente inúteis e todos para quem eu explicava o caso me diziam que ela provavelmente já estaria morta. Mas eu me recusava acreditar naquilo. Eu tinha que ter deixado escapar alguma coisa.

Meus passos pensativos acabaram por me levar para o lado de fora da prisão, sua área externa. Eu havia me encontrado com uma prisioneira perto dali uma vez, quando ambos fugimos de Sentrys e nos refugiamos dentro da estufa depois do toque de recolher. Minha primeira impressão com a garota não havia sido das melhores, mas eu também não podia culpá-la. Aquele havia sido meu quarto ou quinto dia dentro da Oblivion e minha frustração era simplesmente sem medidas. Eu estava fora de mim e acabei falando algumas coisas para ela que eram realmente desnecessárias. E eu sequer havia aprendido o seu nome.

Não foi a estufa que chamou a minha atenção, por mais que meus pensamentos estivessem nela. Diante de mim, notei uma nova construção que parecia até mais abandonada do que o "hospital de plantas", trazendo um ar até mesmo mórbido, mesmo que fosse dentro da Oblivion. As paredes deveriam ter sido belas antes, mas agora estavam tão imundas e foscas que sequer pareciam ser feitas de vidro. A porta estava encostada e de lá nenhum barulho sequer soava, me dando a impressão de que aquela construção talvez fosse um bom lugar para poder sentar e ficar sozinho um pouco. Desde que Tess havia virado minha colega de cela, eram poucos os momentos em que eu ficasse sozinho. Não que eu não adorasse ter alguém para dividir o "quarto" comigo, mas eu precisava de espaço para pensar em silêncio de tempos em tempos. E a parte cômica era que "pensar sobre minha vida" havia sido um hábito que eu havia criado desde a minha chegada à prisão.

Caminhei em direção às paredes de vidro e passei pela porta sem pensar duas vezes. Como eu imaginei, o local estava no mais completo abandono e isso me trouxe uma mistura louca de melancolia e paz que não pude explicar. Talvez eu estivesse perdendo a cabeça. Senti certa surpresa ao me encontrar diante de uma piscina que estava vazia, sem água dentro dela. Ainda assim era engraçado pensar que um dia já existiu de fato uma piscina na Oblivion, ou seria ela fruto da construção do antigo local ao qual o terreno pertencia antes de ser transformado em uma prisão.

Me sentei sobre uma mureta de pedra e observei o local ao longe, de forma com que eu tinha visão da piscina por inteiro. Enfiei a mão dentro do bolso da minha calça, tirando de lá o bispo - a peça de xadrez - que era meu amuleto da sorte, o observando cuidadosamente, traçando cada um dos seus detalhes com a ponta do dedo. Eu tinha aquela peça de xadrez desde a noite em que eu havia descoberto meus poderes. Quando eu havia começado a controla-los, às vezes eu também me perdia dentro das minhas próprias ilusões e aquela peça de xadrez era o que eu tinha para me fazer lembrar se estava no mundo real ou não. O procedimento era simples: Eu apoiava a peça sobre uma superfície plana e lhe dava um pequeno empurrão. Se ela caísse para o lado como o planejado, então eu estava no mundo real, se ela simplesmente flutuasse em posição diagonal, então era uma ilusão. E foi mantendo essa âncora no mundo real que consegui me sair tão bem na confecção de ilusões para os assaltos de todos os bancos durante minha vida.

Eu estava tão distraído olhando para o objeto em minhas mãos que sequer notei quando alguém também adentrou a piscina em total silêncio. Minha atenção foi somente roubada quando a voz finalmente chamou, perguntando se havia mais alguém ali. Eu tive que estreitar os olhos e esticar um pouco o corpo para conseguir enxergar quem era a outra visitante, mas assim que fiz, não pude acreditar. Eu tive que piscar algumas vezes para ter certeza que estava enxergando direito. Coloquei o bispo sobre a mureta junto de mim e pousei o dedo sobre sua ponta, lhe dando um empurrão. Meu coração disparou quando o objeto caiu perfeitamente contra o concreto, trazendo uma onda de alívio e felicidade que eu não pude acreditar. Enfiei a peça de volta em meu bolso e pulei da mureta o mais rápido que consegui. Caminhei até onde Möa estava, sem conseguir esconder o sorriso em meu rosto quando a vi ali diante de mim. Me belisquei algumas vezes para me certificar de que não estava sonhando.

-Möa? Oh céus, graças a Buda! Eu pensei que... -Nem terminei a frase, puxando a menina de cabelos loiros contra meus braços, a envolvendo ali. -Não importa. Fico feliz de que você esteja bem.

Abracei a menina fortemente contra meu corpo, enquanto minhas mãos se arrastavam por seus cabelos, meus dedos sentindo de sua maciez familiar e minhas narinas sendo inundadas por seu cheiro viciante. Ela estava bem, finalmente eu havia conseguido encontrá-la e eu mal podia acreditar. Eu já havia sonhado com aquilo milhões de vezes, mas o calor de Möa contra meu corpo, sua respiração, até mesmo seus batimentos cardíacos eram muito mais reais. Ela estava bem, Deus! Ela estava bem.

-Onde te colocaram? Em que cela está? Por onde andou? Por que diabos eu não te encontrei em lugar nenhum? -Disparei todas as perguntas, me afastando dela apenas o suficiente para olhar em seu rosto. Um sorriso de canto se abriu em minha face. -Eu te procurei loucamente por aqui e ainda assim foi você quem me encontrou. Puta que pariu, hein.

Soltei uma risada irônica, abraçando-a mais uma vez e depositando um beijo em sua testa. Eu estava aliviado em encontrá-la, estava em paz por saber que estava bem. Pela primeira vez desde o dia em que havia chegado naquele inferno, senti como se um peso de quinhentas toneladas tivesse deixado meus ombros.



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Re: (RP) Lately I've Been Losing Sleep

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Sex Jul 17, 2015 7:25 pm

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E
como um cachorrinho que tinha escutado a mãe voltar de viagem, a voz de Mikka me alertou por completo. Os pelos dos meus braços se eriçaram e parecia que o ar tinha fugido de meus pulmões. Meus pés subiram de volta para a borda da piscina e meu corpo girou de uma só vez. Eu não acreditava no que estava vendo. Um sorriso enorme se abriu em meu rosto, e levei meu corpo de encontro com o menino em minha frente. Aquilo era demais para mim. Eu estava tão perdida, e agora eu o tinha comigo mais uma vez.

-Mikka! Oh meu deus! -Meus braços encontraram seu pescoço, e o apertaram o mais forte possível, enquanto ficava na ponta dos pés para conseguir alcançá-lo. Meus olhos se encheram de água, e naquele momento eu sabia que alguma ia escapar. -E eu feliz por estar aqui nesse momento!

Sentir sua presença ali era inexplicável. Parecia que eu podia sentir tudo aumentado: o tecido de sua blusa, as ataduras em seus braços, sua respiração forte e suas mãos em meus cabelos. Ah, como eu sentia falta desse menino. Uma lágrima finalmente escapou de meus olhos junto com uma risadinha ao ouvir suas perguntas. Mas em parte eu não conseguia entender. Onde eu estava? Por onde andei? Pelo o que eu lembrava eu tinha entrado em Oblivion, tinha sido jogada em uma cela e tinha acordado no Pátio. O que não me adimirava muito, já que de algum tempo para cá, eu tinha adiquirido um sonambulismo esquisito, mas que porém eu já tinha me acostumado. Minha mão secou a bochecha que tinha caído a lágrima e eu franzi a testa, olhando para as orbes azuis do meu melhor amigo.

-O que quer dizer com onde eu estive? Acabaram de me jogar na cela, e eu acordei no pátio. Mais uma noite de sonambulismo, eu acho. -Dei de ombros como se aquilo não importasse muito agora. Minhas mãos repousaram sobre o rosto de Mikka, um sorriso cresceu em minha face. Era tão bom o ter ali. Eu fiquei na cela quatro com uma menina que eu não conheço. Meu deus, como puderam nos separar? E o que aconteceu com o seu braço? Você acabou de chegar aqui, Mikka!

Olhei para as ataduras brancas em seu braço, passando os dedos onde a fita as prendia. Mas não consegui ficar ali por muito tempo, e abraçei o menino mais uma vez, dando uma leve risada. Uma vez que o soltei, o puxei para a borda da piscina e sentei de volta ali, o puxando pela mão para que se sentasse ao meu lado.

Eu sempre acabo te salvando de algum jeito. Não que eu tenha vontade de fazer isso. -Revirei os olhos e depois dei uma risadinha da minha própria brincadeira. Em todo o caso, já descobriu com quem está dividindo a cela? Ouvi dizer que as vezes na primeira noite nem todos os prisioneiros vão para as celas.

Olhei para o meu amigo que agora tinha um semblante confuso. A imagem de Mikka ficando doente voltou à minha cabeça mais uma vez, e precisei fechar os olhos por um breve segundo para que conseguisse a esquecer. Ele estava ali. Não era um pesadelo, eu não havia o matado aos poucos. Ele estava vivo e saudável. Uma sensação de alívio passou por mim, como se derrepente tudo estivesse ok. Pelo menos por agora.
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Última edição por Möa Gustaw Walter em Sab Jul 18, 2015 4:39 pm, editado 1 vez(es)

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Re: (RP) Lately I've Been Losing Sleep

Mensagem por Mikka Iwan Wlodek em Sex Jul 17, 2015 8:58 pm




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Meu coração batia forte dentro do peito, como se pudesse explodir. Droga. Eu tinha aquela mesma sensação, mesma reação desde os quatorze anos de idade quando havia decidido que estava apaixonado por Möa. Nós vivemos juntos durante anos, dividimos a mesma casa, passávamos todos os dias juntos e isso nunca foi capaz de mudar. Quão idiota isso soava afinal? Quatro anos vivendo junto dela e eu nunca tive coragem para admitir o que eu sentia. Era ridículo e infantil, mas aquele era eu. Pelo menos eu já havia vivido o suficiente para me acostumar com o sentimento.

Möa parecia estar bem. Sua pele tinha a mesma cor de sempre, seus cabelos ainda estavam brilhando, suas bochechas eram rosadas e ela parecia saudável, coisa que me aliviou um tanto. Um sorriso se abriu em meu rosto conforme ela me abraçava apertado de volta, mas morreu no exato momento em que escutei sua resposta a minha pergunta. Pisquei algumas vezes, olhando para a loira e tentando me certificar de que ela falava sério. Möa era sarcástica às vezes, mas naquela hora em especial eu podia jurar que ela estava realmente confusa. Meu corpo congelou e então eu a observei em alarme. Mas o que?

-Hm... Eu... -Ia começar a falar, mas no mesmo momento fui interrompido por uma bronca por conta do meu braço enfaixado. Abri um sorriso de canto, soltando uma risadinha. -Diga isso para os Sentrys, eles gostam de se divertir me vendo sofrer. -Dei de ombros, revirando os olhos em desdém. -Pelo que o Nurse falou, eu vou ter algumas cicatrizes pelo resto da vida. Não sei se estou animado com isso ou odiando. São tipo marcas de guerra. -Brinquei, cedendo ao puxão de Möa que pedia para que eu me sentasse ao seu lado. Arrumei uma posição confortável e então joguei os pés para dentro da piscina vazia. Seria legal se realmente tivesse um lugar para nadar. -Möa... Eu preciso entender o que você disse há alguns segundos. -Comentei, olhando de forma preocupada para ela. -Você não sumiu por um dia. Nós estamos aqui há um mês. Você não se lembra do que fizeram com você?

Um embrulho no estômago foi o que senti quando comecei a pensar em todas as possibilidades. Eu odiava pensar que talvez tivessem feito algo com Möa ou a machucado de alguma forma. Ela parecia bem, parecia a mesma, mas como poderia ter esquecido do último mês inteiro? Pisquei algumas vezes, a observando cuidadosamente e tentando captar algo de diferente nela. Novamente senti um aperto no peito ao escutar o comentário sobre sua cela. Se Möa estava na cela 4, então ela era ao lado da minha e eu poderia garantir que ela não esteve lá durante todo o mês, caso contrário eu teria a encontrado. Abri um sorriso tentando esconder a preocupação em prol de não assustar Möa também. Eu tinha que descobrir o que haviam feito com ela.

-Estou dividindo a cela com uma garota chamada Teresa. Ela é polonesa, assim como nós. -Contei, imaginando a piscina cheia e o movimento que a água estaria fazendo com o ritmo dos nossos pés. -Ela é uma garota legal, você deveria conhecê-la. Tem problemas, mas acho que todos nós temos, não é mesmo? -Abri um sorriso de canto diante do pensamento. -Seja como for, nós temos que sair daqui, Möa. Agora que te encontrei nada pode me parar.


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Re: (RP) Lately I've Been Losing Sleep

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Sab Jul 18, 2015 4:48 pm

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modo como Mikka me olhava me trouxe um sorriso ao rosto. Eu podia ver o cuidado em seu olhar, o alívio por ter me achado. Aquilo era bom. Eu me sentia em casa. Merda, eu poderia estar no inferno, contanto que eu estivesse ao seu lado eu chamaria de casa. A verdade é que Mikka sempre me olhava diferente. Ele sempre me olhava com algo a mais nos olhos, eu não era tola em dizer que era cega. Mas eu não podia deixar que nós virassemos algo a mais. Não podia deixar que Mikka se machucasse, quando eu mal conseguia controlar meus poderes. Não poderia deixar que uma briga talvez viesse a acabar nossa amizade. Tudo era arriscado demais.

Ver seu olhar mudar da água para o vinho tinha sido estranho. Era como se as palavras que minha boca tinha soltado tivessem ligado um botão nele. Quando finalmente descobri do que se tratavam os machucados, passei os dedos levemente onde se encontravam as fitas que os cobriam, tentando entender porque ele tinha se submetido àquilo. Eu odiava o ver sofrendo, e eu sabia que as cicatrizes iam lhe tirar do sério até o momento que ele parasse de respirar. Joguei meus ombros para cima e abri um largo sorriso.

-Não as odeie. Elas realmente são cicatrizes de guerra. -Olhei para meu amigo e dei uma piscadinha, enquanto o cutucava com o cotovelo. Eu tinha sentido falta disso. Mas como oeu poderia sentir falta de uma coisa que só não aconteceu por uma noite?-Vai que a gente acha alguém que tenha agulhas de tatuagem aqui? Podemos fazer uma em cima da cicatriz se você as odiá-las muito.

E suas palavras saíram de sua boca, e era como eu não conseguisse assimilá-las. Meu estômago deu algumas voltas não muito legais, e eu achei que naquele momento meu mundo ia cair. Não era possível que aquilo realmente estivesse acontecendo. Eu só tinha chegado em minha cela e batido com a... Não. Aquilo era impossível. Porque diabos eu não conseguia lembrar de trinta dias que eu estava aqui?! Minhas sobrancelhas se juntaram no meio da testa, e minhas mãos soltaram os braços de Mikka. Eu estava com vontade de vomitar. E não sabia se era seguro ficar tão perto dele nesse instante.

-Mikka, do que você está falando? -Quando eu vi o quão sério ele estava, foi quando eu senti meu coração parar. Nós não podemos estar aqui há um mês. Eles acabaram de me jogar na cela, logo... ontem à noite, e... E-eu acordei hoje de manhã? Não é?

Agora eu era que não tinha certeza de minha fala. Meus pés me colocaram de pé mais uma vez, e a dúvida estava estampada em minha face, disso eu tinha certeza. Eu não podia estar aqui há um mês, eu me negava a acreditar naquilo. Nada disso fazia sentido. Meus pés me levavam de um lado para o outro, enquanto minha pobre unha sofria com a ação dos meus dentes, que tiravam um pedaço dela cada vez mais. O gosto de ferro começou a invadir minha boca, o resto das palavras que Mikka falava entravam por um ouvido e saíam pelo outro, enquanto só um pensamento passava pela minha cabeça: Como diabos eu tinha esquecido de um mês inteiro nesse inferno?

-Nós não podemos fugir agora, Mikka! -Minha voz estava trêmula, e eu gesticulava os braços para todos os lados. Eu tinha conseguido ouvir algo sobre sua companheira de cela. Tess? Mas eu não conseguia focar nisso agora. Muito menos em fugir dali. Era onde estavam as respostas para tudo o que eu não sabia. -Não assim! Não quando a qualquer minuto eu posso matar alguém ao meu redor, ou pior você. -Uma risada irônica escapou de mim e eu parei de andar, enquanto olhava indignada para o menino. O que eu mais queria era sair dali, mas agora eu não podia. -E agora eu preciso saber o que aconteceu. Como eu passei um mês sumida? Porque eu não te achei antes? Porque você não sumiu comigo? Isso tudo é muito confuso, e eu não sei se consigo viver sem descobrir essas perguntas.
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Re: (RP) Lately I've Been Losing Sleep

Mensagem por Mikka Iwan Wlodek em Qua Jul 29, 2015 10:53 pm




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Tratar as minhas mais novas anomalias físicas - no caso as marcas de queimadura nada atraentes em meu braço - como cicatrizes de guerra fez com que eu parecesse muito mais másculo e potente do que eu realmente me sentia. Cicatrizes de Guerra. Um nome quase heroico, quase honroso. Simplesmente não se encaixava comigo. Um sorriso se abriu em meu rosto quando escutei a ideia de Möa em transforma-las em tatuagens, cobri-las, mas a ideia me soou tão evasiva que chegou a me incomodar por um momento. Eu não queria cobri-las porque de uma forma estúpida elas me lembravam sobre minha história, sobre quem eu era. Mas eu queria mesmo me lembrar de tudo o que havia passado ali? Oblivion fazia parte do que eu era? Não. Eu nunca permitiria isso.

-Acho que é uma boa ideia, mas o que eu desenharia? -Ergui uma sobrancelha, olhando para meu braço atado por todas as faixas de cor branca, quase amareladas por estarem encardidas. -Eu pensei em uma sereia bem gostosa que sobre daqui até aqui, com uma cintura fina e uma cauda sexy, abanando de forma convidativa assim. -Comentei, apontando por toda a extensão do meu braço, dando risada em seguida ao ter certeza que Möa criticaria meu comentário brincalhão. Revirei os olhos por fim. -Ou um dragão. Uma Phoenix talvez. Ambos clichês, mas legais.

Eu queria pensar que eu poderia simplesmente apagar Oblivion da minha mente quando escapasse de lá, mas mesmo sendo o inferno, a prisão havia sido útil para alguma coisa afinal. Eu havia conhecido Tess. Eu não a conhecia muito bem, eu sabia que ela não era exatamente uma pessoa segura de se estar perto, mas eu me preocupava com ela e aquele já era um início. É claro que eu não contaria nada para Möa já que só Deus sabia o que eu podia esperar do nosso relacionamento - isso se existisse um entre nós - e eu também queria me preocupar com coisas mais relevantes naquele momento, como o fato de ela ter desaparecido por um mês inteiro e não saber ao certo explicar onde esteve.

A pior parte de todas é que Möa pareceu mais surpresa do que deveria quando contei que ela desapareceu por trinta dias inteiros, o que me deixou mais preocupado do que nunca. Se ela não sabia onde esteve, eu sabia muito menos e isso deixava com que minha imaginação fértil trabalhasse nos piores cenários possíveis. O que eles haviam feito com ela? Ela estava machucada? Como ela poderia ter desaparecido por um mês inteiro e pensar que havia se passado só um dia? Eu sentia o ódio crescendo em meu corpo ao pensar que alguém pudesse ter encostado um dedo nela sequer e logo meus punhos estavam cerrados antes mesmo que eu pudesse perceber. Fitei a loira em tom totalmente sério, escutando todas as suas palavras que vieram a seguir.

Meu coração batia forte e cada palavra de Möa era uma nova injeção de adrenalina em meu sangue. Ela me perguntou se havia acabado de ser jogada em sua cela, mas eu não consegui responder em voz. Tudo o que eu fiz foi encará-la em minha melhor expressão raivosa e balançar a cabeça negativamente. Eu estava ardendo, estava com ódio e eu queria matar cada Sentry que encontrasse em minha frente, sendo este inocente ou não. Eu não ligava para quem estava envolvido e quem não estava. Eu só tinha que dar o fora dali e rápido. Antes que alguém mais pudesse encostar um dedo em Möa. Foi exatamente por causa desse pensamento que as palavras da loira entraram como facas em minha pele quando a ouvi exclamar. Ela estava exasperada como eu, mas quando escutei sua frase, foi como se ela houvesse acabado de acender um pavio quase morto.

-Nós não podemos fugir agora, Mikka! Não assim! Não quando a qualquer minuto eu posso matar alguém ao meu redor, ou pior você.E agora eu preciso saber o que aconteceu. Como eu passei um mês sumida? Porque eu não te achei antes? Porque você não sumiu comigo? Isso tudo é muito confuso, e eu não sei se consigo viver sem descobrir essas perguntas.

-Você não tem ideia do que você está falando, Möa, cale a porra da boca por um segundo!

Exclamei, me colocando de pé e encarando a menina, sentindo meu corpo queimar a cada movimento. Meus punhos estavam cerrados, eu sentia o sangue correndo por minhas veias, meu rosto provavelmente estava vermelho e meu peito se movimentava fortemente com minha respiração. Eu estava nervoso, estava extremamente irritado e não me lembrava quando havia sido a última vez em que eu havia falado com Möa daquela forma. Ela provavelmente não merecia aquele tratamento, ela estava nervosa assim como eu e logo senti a culpa tomar conta de mim. Eu não era assim, eu não me irritava com facilidade e explodir era algo raro, algo que eu não queria para ela. Respirei fundo, fechando os olhos e então contei até dez tentando me acalmar. Me aproximei da garota, tocando ambos os seus braços com minhas mãos.

-Nós temos que sair daqui, ok? Não questione essa meta por um segundo sequer. -Falei, dessa vez com voz mais calma, me permitindo a chegar mais perto dela. Nossos rostos eram próximos um do outro e eu olhava fundo em seus olhos. -Eu sei que você está assustada e quer entender o que está acontecendo. Confie em mim, eu também quero. Mas não pode ser assim, ok? Nós temos que ter calma, temos que ter o foco de sair daqui e nos certificar de que ficaremos bem. Nós não pertencemos à Oblivion, Möa, vamos apagar esse episódio das nossas vidas. -Falei em tom seguro e firme, tentando soar como um porto seguro para Möa, porque pela primeira vez em nossas vidas, ela precisou de um e não eu. Inverter os papéis era bom para variar. A puxei para meus braços, novamente a tomando em um aperto e pressionei os lábios contra sua testa por um período longo de tempo, sentindo meu coração apertar. Eu não poderia suportar se algo tivesse acontecido com ela, mas nós tínhamos que sair dali. E rápido.

-Vamos para a América do Sul quando tudo isso acabar. -Comentei, apoiando o rosto contra sua cabeça, ainda a apertando em meus braços em tom confortador. -Vamos nos mudar para um país de terceiro mundo. O que acha do Brasil? Ou então Argentina, ou Chile? Seja como for, vamos dar o fora daqui para nunca mais sermos achados. Podemos até mesmo ir para a Tailândia ou para outro lugar pelo Oriente. -Comentei em tom certo, fazendo o meu melhor para tranquilizar Möa como ela mesma havia feito tantas vezes comigo anteriormente. -Nós conseguiremos fazer isso. Sei que sim.


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Re: (RP) Lately I've Been Losing Sleep

Mensagem por Möa Gustaw Walter em Qui Jul 30, 2015 5:42 pm

nightmares

So all the cups got broke and there are Shards beneath our feet, But it wasn't my fault. We live in cities you'll never see on a screen, Not very pretty But we sure know how to run things.
E
por um minuto, tudo estava bem. Mikka estava ao meu lado, e era como se nada tivesse mudado. Era eu e ele, contra tudo e todos. Era eu lhe colocando para cima quando ele precisava. Eu sabia que seria difícil ele lidar com as queimaduras, era claro. Eu tinha certeza que não era o tipo de lembrança que ele não queria levar de Oblivion. Inferno, ele não queria levar nada dali, assim como eu. Revirei os olhos e o empurrei com o ombro ouvindo sua ideia sobre a sereia.

-Não sei. Sei que se for fazer a sereia ela terá que ter minha cara, se ela é tão gostosa assim, você só pode estar falando de mim.

Falei em um tom sério, mas ele sabia bem quer era brincadeira. Esse era nosso relacionamento desde o começo. Um irritanto o outro, o sarcásmo nunca saindo de nossas bocas, e eu sempre um porto seguro para ele, e vice versa. Enquanto o loiro mantinha seus olhos em suas queimaduras, não pude deixar de observá-lo. Como o sorriso crescia em seu rosto, e como ele devagava em suas ideias sobre a tatuagem, e foi ai que a imagem de meu último pesadelo voltou à minha cabeça, e foi quando eu falei todas aquelas bobagens.

Eu deveria ter ficado calada, por uma única vez em minha vida. Mas essa era a Möa: a garota que tem uma reação para tudo, a garota que tem a resposta na ponta da lingua. Por um minuto eu queria que eu não fosse. Eu queria fugir dali com ele, era o que eu mais queria de minha vida, mas o que eu faria sem saber o que fizeram comigo? Mikka se levantou em um solavanco, e sua voz aumentou como ele sempre evitava fazer em minha frente. Minhas mãos se paralizaram ao meu lado, e meus olhos aumentaram em minha face. Aquela era uma das poucas vezes que Mikka tinha gritado, e por ser comigo, algo se despertou em mim. Talvez por uma vez eu devesse escutar o que ele tinha como um plano feito. Eu precisava dele. Era algo claro para mim. Minha boca abriu e fechou no mesmo segundo.

Quando o garoto em minha frente deu um passo para me encontrar, lutei contra a vontade de dar um para trás. Seu toque em meus braços fez com que eu me acalmasse. Eu precisava tanto daquele menino que não conseguia entender. Meus olhos não saíram de seu rosto, e a voz sumiu de dentro de mim. Meus olhos olhavam para todo canto de sua face, enquanto eu ouvia sua promessa. Tudo o que ele estava falando era verdade. Eu estava assustada, eu queria entender o que estava acontecendo, mas agora eu podia ver que nós tinhamos que sair daqui antes de tudo. Sua voz tinha se acalmado, e meu coração batia cada vez mais forte com cada palavra que saía de seus lábios.

Meus braços encontraram sua cintura logo depois de Mikka ter me puxado para si. Um suspiro saiu dos meus lábios quando ele depositou um beijo em minha testa. Apertei ainda mais sua cintura, como se eu fosse cair em mil pedaços no chão se ele me soltasse. Essa era a sensação que eu tinha.

-Okay, Mikka. -Levantei a cabeça de seu peito e olhei para meu amigo. Seus olhos azuis encontraram os meus e eu sabia que iria para qualquer lugar com ele. Repousei minha bochecha em sua blusa e me aconcheguei ali. -Podemos morar no Brasil e ir visitar a Tailândia algumas vezes, e talvez Roma. Você sabe o quanto eu gosto de lá. Eu... Eu não sei o que eu tenho na cabeça. Me desculpe. -Levantei mais uma vez a cabeça, enquanto a balançava de um lado para o outro. -Isso que você me falou, de estarmos há um mês aqui, me deixou... desnorteada. -Dei um sorriso fraco para ele e o soltei um pouco mais. -Talvez adotar um cachorro que avise toda vez que algum guarda chegar. Pode ser um Pitbull. -Comentei em um tom mais brincalhão para esquecer a imagem dele gritando e de meus sonhos. Sua promessa era maior que tudo o que estava me perturbando, e foi naquilo que eu me segurei.

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Re: (RP) Lately I've Been Losing Sleep

Mensagem por Mikka Iwan Wlodek em Qui Jul 30, 2015 8:16 pm




A Good Man Goes to War


i'm not just waiting
i’m walking to find you
Precisou de um gesto da Möa para que meu corpo caísse em total e completo remorso. Ela arregalou os olhos recuou, recuou de mim porque se sentiu ameaçada e ao mesmo tempo que o quase gesto me deixou um tanto quanto ofendido, me senti impotente. Eu era tudo o que ela tinha e vice versa, eu não podia estragar isso ao ter qualquer acesso de humor com a pessoa mais especial em minha vida. Agora que eu tinha a loira comigo, era como se eu pudesse descansar e como se um fardo enorme tivesse deixado os meus ombros. Um fardo pesado demais para que eu pudesse aguentar, agora eu estava um passo mais próximo da liberdade. É claro que eu me importava com ela. É claro que eu queria descobrir mais do que tudo o que poderiam ter tramado com a minha garota no mês em que ela esteve afastada, mas eu entendia que tínhamos prioridades. Nós tínhamos que dar o fora dali, talvez um dia voltar para uma vingança. Eu queria me vingar, queria transformar em poeira cada Sentry naquele lugar.

Porém quando ela me abraçou e começou a concordar com os meus planos, foi como morfina para meu corpo. Eu senti todos os meus músculos perderem a tensão e então a voz dela soava como música aos meus ouvidos. Eu imaginava uma vida com ela longe dali, em um país de terceiro mundo onde provavelmente todos os nossos esforços para sobreviver - incluindo uso dos poderes - provavelmente passariam despercebidos. Além do mais eu estava ficando mais esperto. Se fossemos cautelosos, talvez pudéssemos viver bem longe dali. Só tínhamos que descobrir como. Abri um sorriso um tanto sonhador, sem sequer notar que meus dedos se moviam lentamente, acariciando seus cabelos. Era quase um feitiço tê-la assim tão perto de mim. Depois que ela finalmente terminou seu discurso, tive a coragem de me afastar.

-Eu estou aqui agora e vai ficar tudo bem. Eu por você e você por mim, lembra? -Abri um sorriso de canto, finalmente me sentindo relaxado o suficiente para conseguir me sentar. -Eu estive muito tenso ultimamente, Deus. Não sabe como é poder respirar finalmente. -Abri um sorriso de canto, olhando para ela e batendo ao meu lado, assim como ela havia feito antes, para que Möa se sentasse. -Eu acho que andei até meio fora de mim pelos últimos dias. Agora sinto que posso ser o bom velho Mikka.

E eu dizia a verdade. Desde que Möa havia sumido, eu não me reconhecia mais. Estava impaciente, intolerante e totalmente estressado. Era como se eu tivesse desaparecido em algum lugar negro dentro de mim e estivesse sufocando ali. Agora eu finalmente conseguia respirar. Abri um sorriso largo - o primeiro 100% sincero desde que cheguei ali - e apoiei as mãos contra o concreto, fechando os olhos e suspirando. Eu queria sair dali, fingir como se aquele episódio nunca tivesse acontecido. Olhei de canto para a loira, erguendo uma sobrancelha em tom quase desafiador.

-Ei, o que acha de dar um pulo na piscina e nadar um pouco? -Perguntei em tom animado, soltando uma risadinha em seguida. -Provavelmente se alguém entrar e nos ver aqui vai achar que somos retardados, mas pelo menos para nós será quase real. O que me diz?

Da última vez que eu havia usado minhas ilusões havia sido com Tess e até então eu não sabia que podia usá-las realmente para fazer coisas boas. Eu havia descoberto que fugir dali era muito mais fácil para mim porque às vezes eu conseguia me enganar o suficiente para sentir que estava fora. A sensação era ótima, divina, mas eu sabia que tinha um preço. De fato era muito bom quando a ilusão ocorria, era muito bom poder nos divertir. Mas quando acabava, a decepção era sempre maior e era sempre muito mais doloroso retornar. Por isso eu havia parado com elas. A ignorância é uma bênção, mas cair na real é uma maldição. Porém eu estava disposto em criar um pouquinho para Möa, eu achava que ela poderia usar de um descanso mesmo que fosse momentâneo. Abri um sorriso de canto, segurando a mão dela contra a minha e olhando fundo em seus olhos claros.

-Eu posso fazer você se divertir um pouco, mas quando acabar vai ser ruim. Você vai se sentir decepcionada de estar de volta aonde estamos porque a ilusão vai ser real pra você, vai parecer real. Eu não vou fazer a gente sair daqui em nossa mente porque voltar depois vai ser péssimo. Mas posso nos entreter aqui dentro mesmo. Soa confuso, mas confie em mim. -Dei risada, fazendo uma careta em seguida. -Sempre fui um bosta com palavras. Enfim. O que me diz?


With Möa ~ Prisioner ~ Rollercoaster always heading up
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