[FP]Strider, Tarah Kargarov

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[FP]Strider, Tarah Kargarov

Mensagem por Tarah Kargarov Strider em Dom Ago 02, 2015 6:52 pm

Tarah Kargarov
Aerocinese | 19 | Cuba | Prisoner | Heterossexual
O que é o bem? O que é o mal?
personality
Tarah é uma garota de personalidade muito forte, quando toma uma decisão não há quem a faça mudar de ideia e os que conseguiam influencia-la estão mortos. É o tipo de pessoa que irá permanecer séria depois de uma piada idiota que todos cairam na gargalhada. Possui uma paciência muito curta, o que impossibilita algumas vezes a socialização com outras pessoas. Ela é noventa por cento fria e calculista, mas ainda restam os dez por cento que de vez em quanto se manisfestam demonstrando algum sinal de humanidade. Geralmente são manifestados quando vê injustiças, isso é algo que ela não consegue digerir. Alguns a chamam de bipolar devido a sua variação constante de humor, mas permanece assim geralmente para afastar as pessoas, dificultando a sua socialização. A ironia acabou se tornando um hábito, essa foi a saída que encontrou para tentar disfarçar um pouco sua falta de paciência ao invés de sair agredindo a outra pessoa. As vezes chega a ser agressiva verbalmente, mas não é algo que a preocupe. Não foge de uma briga seja lá com quem for, até por que não tem mais nada a perder, não tem mais família, ninguém que possa sofrer consequências pelos seus atos. [...]
life story
Quem conviveu com Tarah durante sua infância é incapaz de acreditar no que ela se tornou hoje, é como se literalmente tivesse se tornado outra pessoa. Ela sempre teve tudo durante sua infância, não me refiro a coisas materias, mas sim amor e carinho de ambos os pais. Isso foi constante até aproximadamente seus 9 anos, foi quando seu pai morreu. Tarah perdeu uma parte de si, ela não conseguia aceitar muito bem e tudo piorou quando sua mãe começou a namorar um sujeito que não era muito agradável, na verdade não era nada agradável.

Tudo piorou depois de três anos, quando a mãe da garota foi despedida do emprego e passou a depender do homem. Ele começou a se sentir o dono da casa e delas. Caso a mulher fizesse algo que não o agradasse ele batia nela e quando a mãe saia para fazer as compras descontava na menina. Tarah permanecia quase imóvel enquanto apanhava, a raiva que sentia era tanta que era como se ela não sentisse dor, só demonstrava reação quando ele ia para cima de sua mãe.

Tarah se sentia torturada quando estava no colégio, pois sabia o que poderia acontecer com sua mãe, queria sempre estar ao lado dela. Estava chegando a um ponto de que a menina se via tramando a morte daquele homem, ela simplesmente não conseguia mais conviver com isso. Sabia que sua mãe convivia com ele para que ambas não passassem fome, mas isso já havia passado dos limites. Preferia passar fome, viver na miséria e estar ao lado da sua mãe do que vê-la passar por essa situação.

Certo dia a menina acordou devido a gritos constantes na sala, nada que fugissem da normalidade, mas mesmo assim decidiu se esgueirar pelos corredores e ver o que se passava. Assim que chegou na sala viu o homem erguendo um pedaço de madeira para bater em sua mãe. Um grande tremor correu por todo o corpo da menina, seu olhar estava focado no homem, assim como seu ódio. Antes que a madeira pudesse atingir o corpo de sua mãe o homem começou a tocir e o largou, levando ambas as mãos até a garganta como se algo o sufocasse. Em seguida perdeu as forças das pernas devido ao ar que lhe faltava e começou a se debater no chão, parecia que estava pedindo por pediedade. Mas como ter piedade de uma pessoa como essa? A mãe ficou incrédula com o que via, parecia que Deus havia se mostrado misericordioso, mas ao focar seu olhar em sua filha notou que ambos pareciam estar conectados. Tentou sacudi-la para tirar atenção do que acontecia, mas a menina nem piscava.

O último suspiro, o último grunhido de dor e um olhar de súplica, nem isso bastou para que Tarah tivesse piedade daquele homem. Quando ela pensava em ceder as cenas dolorosas do que ele fazia com sua mãe envadiam sua mente e faziam com que ela continuasse. Parou autocamicamente quando silêncio predominou na sala, sua mãe chorava ao seu lado enquanto observava o corpo do morto. A menina estava ofegante, como se tivesse corrido uma maratona, até algumas gotículas de suor escorriam pelo seu rosto. Ela não sabia como havia feito aquilo, na verdade não sabia ao certo o que havia feito, mas o pior é que gostou da sensação de poder que aquilo trazia. Não era uma coisa que tinha vontade de sair gritando que havia feito, mas trazia uma sensação de liberdade, de independência, algo que não conseguia descrever.

A mãe da menina sabia que iriam procura-la depois do ocorrido, até por que era impossível esconder qualquer informação devido aos boatos do vírus que corria toda a sociedade. Ela mudaria de cidade, estado, até de país se fosse preciso para que não ficassem sabendo do ocorrido. Pediu para que Tarah prometesse que não faria aquilo novamente até estarem seguras, pois ela tinha que aprender a dominar aquilo, pois se não a sensação de prazer poderia domina-la. A menina aceitou os termos de sua mãe e ambas seguiram com poucos pertences e o pouco dinheiro que tinham até a estação da cidade.

Chegando lá haviam alguns guardas espalhados e um deles era conhecido do homem que convivia com sua mãe, o mesmo homem que a menina havia matado. Ele veio cumprimenta-las e perguntou o que fariam com tais bagagens e por que o homem não estava com elas. O mesmo se monstrou duvidoso depois da desculpa esfarrapada que a mãe dera e pediu para aguardarem enquanto ele fazia uma ligação. Depois de alguns minutos ele voltou com mais dois guardas. A mulher tomou a frente ao escuta-lo dizer que teriam de acompanha-lo. Tarah notou que não era um convite que pudessem ter escolha de nega-lo, elas tinham que ir ou eles as levariam a força.

A mulher se negou a segui-los e um dos homens fardados segurou firmemente um de seus braços, a menina tentou empurra-lo, mas foi como bater em uma pedra. A mãe gritou para que ela fugisse, ela chegou a se virar e dar dois passos antes de ouvir um disparo e ao se virar novamente viu sua mãe no chão. O grito dado ecoou por todo o lugar, em seguida caiu de joelhos ao lado do corpo. Será que aquilo era um castigo pelo o que havia feito com aquele homem? Mas sobre a morte de seu pai? Alguém fez alguma coisa para tentar evitar? Era justo perder os dois pais?

Todos os questionamentos a deixaram cega. Seus cabelos começaram a cair sobre seu rosto devido ao vento que a cada segundo ficava mais forte ao seu redor. Um dos guardas apontou a arma para ela e ordenou que não tentasse nada contra ele. A respiração da menina foi se tornando ofegante e seus batimentos cardíacos aumentando novamente. Se virou para o policial e o mesmo fora arremessado a uma distância pequena dela por uma pequena rajada de vento. Ela fez a mesma coisa com o outro e em seguida focou o olhar no homem que havia atirado em sua mãe. Ele começou a se sufocar, assim como o homem que vivia em sua casa. Conforme a menina se levantava do chão o homem se ajoelhava a sua frente devido a falta de ar que aumentava ainda mais. Tarah não tinha mais o que perder, mais ninguém que pudesse acalma-la e dizer que aquilo estava errado. Tiraram da sua vida as únicas coisas que mais valiam, então o que ela tinha a perder? Ela estava pronta para mata-lo, mas foi ela quem caiu ao sentir algo perfurando seu pescoço e em seguida ela apagou.

Quando acordou notou que estava dentro de uma cela, havia alguns homens murmurando algo do lado de fora. Depois de alguns minutos um de jaleco branco adentrou a mesma e falou que devido aos crimes que Tarah havia cometido aquele agora seria o lugar dela, onde ela teria de se adaptar, pois não iria em bora dali nem tão cedo. [...]
delict
É acusada pela morte de seu padrasto, mesmo não tendo como provarem foi cosiderada culpada pelo assassinato. Também é acusada de matar sua mãe e quase matar os três guardas que ''tentaram impedi-la'' do suposto ato.

Andressa | 18 | MP
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Re: [FP]Strider, Tarah Kargarov

Mensagem por Anthony Quinzel em Ter Ago 04, 2015 10:50 pm


Aprovado



Gostei muito da ficha. A nacionalidade é algo que me impressionou positivamente, não é uma escolha comum, e gostei disso. Simples, direta, sofrida, trágica e bonita. Essas são as palavras que resumem o que achei de sua história. Continue assim, mostre cada vez mais como é sua personagem e continue surpreendendo.

Bem-vinda a Oblivion.

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─ Now L-O-V-E is just another word I never learned to pronunce...
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