[FP] Hower, Elleonora W. [Pronta]

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[FP] Hower, Elleonora W. [Pronta]

Mensagem por Elleonora W. Hower em Qui Ago 06, 2015 12:41 am

ELLEONORA WADE HOWER
PSICOCINESE | 17 ANOS | CALIFÓRNIA | TROUBLEMAKER | BISSEXUAL
We're all mad here.
personality
De longe pode até parecer uma adolescente normal, com uma grande inclinação a ser cínica, uma língua afiada e que gosta de se divertir. Mas a verdade é que Elleonora é egoísta e mesquinha, colocando a si mesma sempre em primeiro lugar. Pega o que quer, quando quer, pouco se importando quem precisa roubar ou matar. Quando faz algum tipo de aliança, é sempre em base de algo que vá tirar vantagem. Sua lealdade dificilmente pode ser conquistada, mas uma vez que tenha laços com alguém, se torna uma pessoa mais maleável, um pouco mais humana.  Pode ser verdadeiramente cruel, chegando até sentir prazer em ver o sofrimento alheiro, principalmente daqueles que não gosta. Brutal, violenta e imprevisível, é capaz de qualquer coisa, boa ou, principalmente, ruim. Tradições, regras e códigos de conduta jamais serão mais importante que sua liberdade, ou vontade. Elleonora é um espirito livre, faz sua própria história e segue apenas seus instintos e convicções.
life story
"Muitas das pessoas que eu convivi começaram lá do alto, bem de vidas, cheias de oportunidades, pais atenciosos e, gradativamente, por um erro ou por outro, um deslize ou puro capricho, se perderam na vida. A minha história não começa assim. Minha vida foi miserável desde o começo.

Meu pai era um velho lunático e alcoólatra, com pinta de cafetão que não perdia a oportunidade de traçar um rabo de saia. Era nojento, enquanto minha mãe estava fora de casa, o vai e vem de mulheres desconhecidas. Eu cresci ouvindo o ranger da velha  cama de casal e os gemidos vulgares praticamente o dia inteiro. Já minha mãe, a doce e pobre mulher que aguentava duras jornadas de trabalho diariamente para sustentar o marido cachorro e a filha mentalmente desequilibrada - pois é assim as pessoas do subúrbio em que eu morava chamam todos aqueles que eram diferentes, de doentes - gastava as horas que lhe restavam ficando louca de heroína. Com doze anos de idade, eu vi minha mãe morrer no banheiro da nossa casa minuscula de overdose.

Já eu, eu fui uma criança sem muita perspectiva de vida. Eu gostava de passar os dias na rua, voltando para casa apenas quando estava cansada o suficiente para deitar e dormir instantaneamente. Muitas eram as vezes que eu entrava em alguma encrenca, acabando na sarjeta cheia de hematomas. E ainda tinha que lidar com as coisas estranhas que aconteciam quando eu estava por perto, principalmente quando estava com raiva. Objetos se movendo sozinhos, pegando fogo ou explodindo sem explicação era apernas um pouco do que acontecia comigo. Mas eu não me importava em ser estranha, na verdade, eu até  gostava. Gostava de assustar as pessoas. Gostava de vê-las me temer. O nojo que eu sentia quando me olhavam como se eu fosse algum tipo de animal, ou me tratavam como se eu fosse um nada apenas porque não compartilhava da mesma vida boa me fazia ter contrações de raiva e me davam certeza que ser como eu era melhor do que ser como elas. Assim, eu passei a aceitar essa invisibilidade, gostar da maneira que as pessoas mudavam de calçada quando me viam e, aos pouco, fui me tornando o que eu sou hoje.

Isso foi a minha infância.

Após a morte de minha mãe, eu e meu pai nos mudamos para a Alemanha. Ele já havia chego ao fundo do posso e mais ninguém estava disposto a ajuda-lo, mas alguns familiares por lá aceitaram nos acolher. Nossa vida não mudou muito, apenas o fato que eu estava rodeada de pessoas que falavam palavras estranhas, parecendo sempre com raiva. Meu pai continuava comendo a vizinhança inteira. Meus parentes eram uns babacas. Eu continuava sozinha.

Eu passei a tentar controlar o que eu podia fazer. Eu queria testar meus limites e passar a usar a meu favor, não apernas quando eu perdia o controle. Passei a me esconder em lugares abandonados e usava animais como alvos. Dois anos foi o tempo que eu gastei até ter certeza que poderia me mostrar inteiramente para outras pessoas. Dois anos para me tornar o monstro que as pessoas insistem em esconder dentro de si.

Até então, eu jamais havia realmente machucado uma pessoa. Vontade não faltava, mas eu sabia me conter. Porém, quando cheguei em casa naquela noite, quando meu pai bêbado começou a me alisar e  querer me tocar, me chamando de nomes que apenas suas vadias deveriam ser chamadas, eu não pude me conter. Eu o fiz cortar os próprios testículos, e os engolir em seguida. Depois de o ouvir pedindo por alguma clemencia e despejar um monte de desculpas esfarrapadas, eu o fiz queimar. Lenta e dolorosamente. Eu o metei, e destruí aquela casa. Eu me libertei.

Imediatamente, eu passei a andar com os caras "barra pesadas", traficantes, assassinos, cafetões, havia de tudo naquele buraco de rato que me enfiei. Quando você procura as pessoas certas, você acha seu lugar no mundo. Meu lugar era o mais baixo, onde ficam aqueles que derramam sangue. Eu era a arma perfeita para eles, e eles me davam o que eu queria. Sexo, drogas, diversão, enquanto eu ficava encarregada de dar cabo daqueles que deviam ou os que sabiam demais. Sem rastros, sem falhas. Mas, com o tempo, apenas aquilo não era o suficiente. Eu queria mais. Eu queria tudo o que eu não pude ter. Uma vida perfeita, como as das pessoas que me repudiavam. Então eu passei a invadir as casas mais chiques da cidade e desfrutar da vida boa que os moradores tinham por algumas horas. E, pobre daqueles que apareciam em casa antes da hora. Eu dava meu jeito da pessoa nunca mais ir para lugar algum.

Mas, uma noite, assim que eu entrei em uma das casas, eu sequer tive tempo de acender as luzes. Algo afiado e dolorido atingiu meu pescoço, me fazendo ficar mole quase instantaneamente. Poucos minutos depois, eu já estava no chão, lutando para ficar acordada, ouvindo o barulho de raios chicoteando os céus e acertando a casa, seguidos pelos gritos roucos de alguns homens. Jamais cairia sem, ao menos, levar alguém comigo.

Meu primeiro pensamento quando eu acordei é que havia sido pega. Me lembro de me erguer com dificuldade, pois me sentia tonta e havia o corpo de um garoto parcialmente em cima de mim. Me livrei e encarei o cômodo totalmente branco. Absurdamente branco. E havia celas. A surpresa acertou meu corpo como uma surra e, então, veio a raiva, minha velha amiga. Eu agarrei aquelas barras de ferro, sentindo a temperatura do meu corpo subir. Eu estava irada, e fazia o maior escândalo. Ouvia a voz do garoto, longe, enquanto me concentrava apenas em um pensamento: como eu poderia estar presa? Eu não deixa pontas soltas, não havia como descobrirem o que eu fazia, ou o que eu era. A dor da perda só não era maior que a minha raiva. Nada era maior que a minha raiva. Eu iria destruir aquelo cubículo inteiro se, subitamente, parte da minha raiva não tivesse esvaído-se. Então veio a voz daquele garoto, perguntando como eu fazia o que fazia. Me virei, o observando com um sorriso cínico. Como explicar para alguém que você é um monstro? Bom, talvez eu não precisasse. Ao observa-lo melhor, algo me dizia que aquele rapaz sabia exatamente como era. Nós trocamos algumas palavras, o suficiente para eu saber quem ele era, e ele, quem eu sou. O suficiente para logo guardas nos buscarem, alegando que aquele era nosso novo lar. Lar? Eu nunca pertenci a lugar nenhum, e não seria agora que pertenceria. Não mesmo. Não foi preciso palavras, assim que a cela foi aberta, eu e o rapaz atacamos os guardas que nos esperavam. Porém, mais uma vez, aquele objeto pontudo havia atingido meu pescoço. Eu tive tempo de tirá-lo, virando-me para o guarda que havia disparado contra mim. Eu caí, mas não sem antes prometer que não perderia a guerra. E então, me entreguei novamente para a escuridão. "
delict
Presa por cometer homicídio em massa, furtos, latrocínios, lesões corporais e invasão/destruição de propriedade privada.
Lethicia | 18 anos | MP

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Elleonora Wade Hower


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Re: [FP] Hower, Elleonora W. [Pronta]

Mensagem por Anthony Quinzel em Sex Ago 14, 2015 8:52 am


Aprovado



Gostei muito da ficha. A história é meio genérica, mas foi contada de uma forma que prende a atenção, principalmente no clímax, algo que soube trabalhar muito bem.

Bem-vinda a Oblivion.

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Anthony Quinzel
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