[FP] Schwarz Deveraux, Xavier [Pronta]

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[FP] Schwarz Deveraux, Xavier [Pronta]

Mensagem por Xavier Schwarz Deveraux em Sex Ago 07, 2015 12:20 am


Xavier Schwarz Deveraux
Empatia| 19 anos | Alemanha | Troublemaker | Assexual
"Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?”
personality
Cada qual com o seu caos, certo? Xavier possui o dele e não se acanha quando se trata de externá-lo. O garoto de modos peculiares e olhar forte costuma causar confusão em qualquer lugar que pise, por isso acaba sendo bastante conhecido por onde passa. Dentre os diversos defeitos usados para se referir ao jovem tatuado, há os que mais se destacam como : explosivo, manipulador, imprudente, cabeça quente e alguns até ousam mais chamando-o de rude. Ele mesmo se define como ser humano, afinal qual ser não possui dentro de si um pouco desses defeitos? O rapaz apenas julga-se corajoso o suficiente para não escondê-los de ninguém. Além disso Xavier é um exímio piadista, sempre com tiradas rápidas na ponta da língua seja para quem for e em qualquer situação. Não costuma respeitar muito o sistema, então não liga muito pra quem esta no poder ou coisas do gênero, trata todos da mesma maneira, a sua maneira. Pouco se importa para os rótulos que a sociedade criam para ele ou para quem quer que seja. Agressivo, por possuir um gênio tão forte o garoto é incapaz de controlar seus instintos agressivos quando se sente irritado, ameaçado ou até mesmo quando o contradizem. Odeia pessoas esnobes, por já ter sido uma um dia. É sincero e dono de uma frieza que foi sendo refinada com o decorrer do tempo. Apesar disso tudo preza bastante a amizade e detesta traições de qualquer gênero, trair Xavier é sinônimo de ganhar a repulsa e o ódio do garoto automaticamente. O jovem rapaz crê que faz parte de algo grande, não acredita que seus poderes ou dos que o cercam sejam tão limitados quanto dizem, acredita que ele e qualquer outra pessoa dentro da prisão é forçada a acreditar que alcança apenas certa porcentagem de seu dom, impedindo com que o explorem de sua devida maneira, pensa exatamente assim e menospreza quem diz o contrário. Não tem medo de dizer o que pensa, muito pelo contrário, sempre fala tudo que lhe vem a mente e por isso é tido como inconveniente. Não consegue ser amado por ninguém e tão pouco possui afetos, alguns amigos aqui e ali, mas nenhum vínculo muito forte, e romance? Nem pensar! Isso sequer passou pela cabeça de Xavier alguma vez em sua vida. Adora jogar com as pessoas e usa e abusa de sua habilidade para isso. Não possui nenhum plano ambicioso em mente para o futuro, seu maior desejo é que todos consigam expandir suas mentes e perceberem que podem ir além do que suas capacidades e poderes lhe permitem.
life story
No dia primeiro de Agosto de dois mil e vinte e um nascia, na mansão Deveraux, o primogênito da família. Xavier, como foi batizado, trouxe paz e alegria ao casal que estava a beira de uma ruína eminente. Embora o nascimento do menino fosse um grande acontecimento para a família, não fora o suficiente para segurar o relacionamento de seus pais. Eles se separaram e Xavier acabou por ficar com seu pai, pois sua mãe acabou sendo internada após um forte episódio depressivo que ocorreu algumas semanas após a separação. Xavier, que tinha apenas seis meses de vida, cresceu criado por uma ama que pouco afeto lhe cedia, dava apenas o básico e o necessário para que a criança não padecesse no berço. Nos últimos meses de idade, o garoto já demonstrava sinais de empatia e comportamento impulsivo. Seu pai muitas vezes fora alertado pela ama que havia algo de amedrontador no comportamento do menor, mas o pai nunca dava ouvidos. A ama acabou abandonando a casa após o pai do pequeno Xavier assistir a pequenos episódios de paranoia e surtos de alteração de humor cada vez mais frequentes. Uma outra entrara em seu lugar, mas assim como a que entrou e muitas outras que se apossavam do cargo largavam em poucas semanas. Sem outra saída, Aaron acabou casando-se, talvez uma segunda esposa e uma outra mãe fosse o que o seu pequeno mais necessitava.

[...]

O casamento ocorreu, fora uma cerimônia linda, com alguns contratempos, mas nada que não pudesse ser resolvido. Quando seu pai havia se casado pela segunda vez, Xavier já estava em com seus três anos completos. Quando completou cinco sua madrasta esperava um filho o que foi um choque para o pequeno que costumava ser o único. Ao nascer Pietro, o primogênito se pegou perguntando o motivo da nova criança receber mais atenção do que ele jamais recebera. Apesar de ser bem jovem, Xavier conseguia esconder o ódio que tinha pelo irmão bastardo, até conseguia relevar a presença dele algumas vezes, mas como desde pequeno mostrava o seu gênio explosivo, esse comportamento não durou muito tempo. Certo dia ele não conseguira mais ver tanto amor roubado e aproveitara a distração dos pais para atirar o meio irmão no vaso sanitário de casa, dando descarga três vezes consecutivas. Claro que o episódio não passara despercebido, a criança arremessada na privada chorou estridentemente enquanto o jovem apertava a descarga compulsivamente a cada choro. Xavier fora repreendido, sofrera agressão, não só dessa vez, mas inúmeras outras vezes quando era pego próximo de seu irmão mais novo.

[...]

O tempo fora passando e o jovem Deveraux deixara de ser a criança mimada  e enciumada, criando uma nova faceta para si. Agora o jovem, com dezesseis anos de idade completos, fazia o papel de filho compreensivo, amigável e companheiro, mas tudo não passava de um mero papel... Agora havia uma preceptora que cuidava de ambos, o que levava Xavier a atuar quase sempre em seu mais novo papel. Mas por trás de toda aquela pose de bom moço havia o garoto que usava o meio irmão como ratinho de laboratório quando sua preceptora se descuidava. Desde pequeno Xavier conseguia sentir o que os outros sentiam, nunca soube como conseguia e muita menos como controlar essa invasão dos sentimentos alheios. Acontecia aleatoriamente e com pouca frequência, mas desde que alcançara a puberdade o dom  tem se tornado cada vez mais presente em sua vida.

- Pensa, daqui há alguns anos eu irei conseguir transformar uma leve tristeza numa puta depressão em apenas segundos. – Sorriu mordendo seu lábio inferior enquanto arremessava sua magra carcaça sobre o sofá. Seu irmão caçula observou-o, parecia aflito, parecia não, estava de fato aflito. Xavier conseguia sentir seus sentimentos, todos, sem exceção. – Não fique assim, irmãozinho. – Sorriu sereno enquanto arrumava sua postura. Agora estava sentando no sofá, dando leves palmadas na poltrona convidando seu meio irmão a juntar-se a ele – Venha, venha. – O mal de Pietro é que ele era sempre muito ingênuo e submisso, mas qual criança não o é? Com exceção de seu meio irmão mais velho. Pie, como era chamado por Xavier, acabou tornando-se uma presa fácil na mão do perverso irmão. O garoto magricela sentou-se ao lado dele e engolira em seco. Ele nunca sabia o que esperar quando “brincava” com Xavier, ele sempre saía prejudicada quando passava algum tempo com o meio irmão mais velho, mentalmente prejudicado.
- E.. eu não quero brincar hoje Xavi. – Pietro disse enquanto gaguejava. Não demorou muito para que Xavier mudasse de humor, odiava ser contrariado e o irmão mais novo sabia disso, por isso sempre cedia aos caprichos do mais velho, por medo, medo do que ele faria se dissesse não algumas vezes.
- Mas nós temos que brincar. – Xavier disse pausadamente, enfatizando a palava “temos”.
- Eu não quero, estou cansado, eu sinto dores de cabeça. – O irmão mais novo começava a irar-se? Xavier franziu o cenho encarando a criança diante dele. Aquilo era inédito, o irmãozinho caçula nunca demonstrara raiva e agora... Xavier sorriu assistindo o irmão revoltar-se cada vez mais e mais. Ampliava os sentimentos do mais novo, mesmo sem ter controle sobre a habilidade. Na verdade era isso que ele almejava, controle, e usaria o irmão caçula para obtê-lo. A raiva ia se transformando em ódio, o ódio em ira e agora Pietro gritava estridentemente atacando o irmão mais velho enquanto o mesmo desviava tentando rebobinar o processo que fizera o irmão virar uma fera.
- Calma irmãozinho. – Xavier corria pela casa, com um Pietro irado atrás dele. Coisas foram arremessadas, objetos empunhados como arma, até que Xavier percebeu que não conseguiria desfazer aquilo. Correu para o quarto dos pais e entrou ali, tinha certeza que encontraria a Srta. Hanna por ali e ela o ajudaria.
- O que significa isso? – A preceptora levantou agarrando o mais velho pelo braço. Pietro adentrou o cômodo e atirou-se em cima de ambos que já se encontravam ali. Srta. Hanna tentava acalmá-lo, mas era em vão, o pacífico e adorável garoto era outro completamente diferente. Xavier aproveitou a deixa e afastou-se, enquanto observava Hanna ser arranhada e golpeada pelo irmão caçula. Trancou ambos no quarto e ouviu Pietro gritar e bater na porta com todos os membros do corpo, como se estivesse possuído por algo. – Eu sinto muito Pie, já, já passa. – Ele pronunciou sem um pingo de remorso. Aquilo passaria, como todas as vezes em que ele manipulava os sentimentos do irmão e não conseguia revertê-los. Passaria, pelo menos era o que ele achava. Seus pais chegaram em casa e encontraram um Pietro desmaiado, trancado num cômodo totalmente destruído, bagunçado, papéis de paredes descascados, porta arranhada e com vestígios de sangue nas paredes e no chão, mas o pior de tudo foi encontrar o corpo de Srta. Hanna caído próximo a cama já sem vida. Não tardou muito para que o culpado por aquela cena fosse revelado. Xavier apanhara como jamais apanhou em sua vida àquela noite. A crise de Pietro havia sido forte e ele precisou ser internado. Os pais de Xavier jamais o perdoaram por isso, especialmente a madrasta. Enquanto Pietro frequentava a clínica, o mais velho ficava trancado em seu quarto recebendo apenas visitas de quem o levava alimento, e ate mesmo a criadagem o tratava com desdém, como se ele fosse um estorvo.

[...]
   
Um ano se passara e Pietro saíra da clínica, porém não puderam fazer muito por ele, eram anos de danos psicológicos, Xavier testou tanto sua habilidade manipulando os sentimentos do meio irmão que após passar a crise de ira que o fizera ficar internado, ele acabou tornando-se uma criança apática. Pietro não sorria mais, não assustava-se e tão pouco correspondia a quaisquer interações emocionais, entregaram um ser totalmente despossuído de quaisquer sentimentos para a família Deveraux aquele dia. E foi por isso que Xavier fora se encontrar com o pai no escritório aquela noite. Ele já tinha dezessete anos completos.
- Você. – O homem grisalho apontou para Xavier como se ele fosse algum tipo de demônio. – Você acabou com a minha família.“Assim como você acabou com a minha.” O jovem conseguia sentir a ira do pai como se fosse sua, mas por trás de toda essa ira havia uma mágoa, quase imperceptível, mas fez com que o moreno enxergasse que o pai nutria algum sentimento por ele além de ódio. – Você é estranho como a sua mãe, e assim como eu não a quis, eu não o quero mais. – As palavras distas de uma maneira fria pelo pai causaram uma reação em Xavier instantânea em Xavier, ele encarou o pai com uma expressão igualmente fria. O rosto velho e sulcado do homem diante dele estampava uma única pergunta. “Onde foi que eu errei?”.
- O que você quis dizer com “estranho igual a sua mãe?” – A pergunta saíra pausadamente da boca do garoto. Será que ela fazia o mesmo que ele? Será que ela acessava os sentimentos alheios? Xavier estava furioso e ouvia o pai enquanto aproximava-se do console da lareira.
- Ela também era uma aberração e por isso acabou daquele jeito, o mesmo ocorrerá com você Xavier, pode escrever! Essa maldição vai acabar o destruindo e você sabe disso. Agora saía daqui! – O jovem Deveraux virou-se para a saída e caminhava com passos lentos, mas acabou permanecendo na sala e pegou o atiçador de lareira, manuseando o objeto como se fosse algo importante. Virou-se para o pai que estava de costas, conseguia sentir a aflição do ser diante dele. Aproximou-se arrastando a peça pela madeira, deixando um rastro arranhado no piso. E antes que o pai pudesse virar para vê-lo ele acertou a cabeça dele. Aaron caíra no chão ainda de olhos abertos e Xavier aproximou introduzindo um gancho que servia como adorno do atiçador na narina do pai. – A única aberração na família sempre foi você. – Pronunciou enquanto puxava o objeto, deformando o nariz de Aaron. Após isso ele saiu da sala, da casa e da vida de seus parentes.

[...]

Xavier fora parar numa casa de adoção e aprendeu a viver por ali sem muita dificuldade, adaptava-se rápido e não era tão difícil quanto ele imaginava, tirando as desvantagens de não ter uma criadagem que mesmo o tratando com indiferença, dava tudo o que o garoto queria na hora que ele queria. Ele poderia viver por ali tranquilamente até o fim de seus dias, exceto pelo fato dele não ser querido por ninguém que o conheça, mas com isso o garoto já sabia lidar. Seu jeito piadista e esquentado de ser provocara um grupo de menores infratores que gostavam de uma encrenca tanto quanto o jovem Deveraux. Ele era o novato, mas nem por isso abaixava a cabeça para ninguém.

- Novato, há regras de convívio por aqui, muito além das regras que essas velhocas ditaram para você antes de você entrar. – Um garoto alto e com voz áspera dizia ao Xavier que bocejava enquanto tentava focar na leitura de seu livro. – Você está furando todas elas como se fosse o dono de tudo, acho que se esqueceu que você chegou ontem. -  A indiferença do jovem tirou a paciência do enorme ogro ao seu lado. O garoto bateu no livro, arremessando-o para longe. Xavier suspirou e voltou sua atenção pela primeira vez ao loiro ao seu lado. – Eu estou falando com você.
- Eu ouvi, tudo, mas estou pouco me fodendo pras suas regras estúpidas, eu não pretendo ficar aqui por muito tempo e para o seu bem e de seus amiguinhos é melhor vocês ficarem longe de mim. – Eles não ficaram longe de Xavier, o agrediram na noite daquele mesmo dia. Ele conseguia sentir o prazer daqueles que o batiam enquanto ele se encolhia tentando proteger as partes mais importantes de seu corpo dos golpes daqueles ogros. Teria sido melhor se eles tivessem relevado a personalidade de Xavier e as suas provocações. Na madrugada do dia seguinte Xavier usara álcool para apagar o garoto que o machucara mais durante as agressões. Movera o corpo inerte e enorme dele até a cozinha, sentia dores, mas elas não foram capazes de pará-lo. Chegou a cozinha, enfiou a cabeça do garoto no forno e ligou o gás voltando ao seu quarto. Todos ficaram horrorizados e acreditaram que se tratava de um mero caso de suicídio, o que era comum por ali, uma vez que os jovens tinham pouca esperança em si mesmos. Mas, mesmo após esse episódio, Xavier não se eu por satisfeito e na madrugada do outro dia o álcool que fora usado para tratar suas feridas fora atirado sobre seus agressores, junto com fogo. – Estala, estala meu foguinho, enquanto queima os amiguinhos. – O garoto se pôs a cantar debilmente. Ele ateou fogo em todo um andar do orfanato, infelizmente morreram não apenas as crianças que eram alvo do jovem, mas algumas outras que pouco tinham a ver com a situação. Mas infelizmente pra quem? Para Xavier não era, aliás ele pouco se importava com quantos haviam morrido para que ele punisse quem o feriu, abandonou o local sem olhar para  trás e embora conseguisse sentir o horror e o desespero das pessoas que estavam lá dentro, saiu dali sem sentir remorso algum.

[...]
 

Alguns anos se passaram e Xavier havia mudado completamente, ele já não tinha uma visão tão limitada do mundo. Continuava impaciente, brigão, sem papas na língua, sim, porém não tão impulsivo quanto antes. Envolveu-se com pessoas erradas, é verdade, mas nunca deixou-se influenciar por elas. Furtava, dava golpes (muita das vezes usava sua habilidade, mas não sempre por não saber controlá-la bem), assaltava, fora preso algumas vezes por pessoas que o odiavam, mas conseguia escapar com facilidade e assim vivia. Não se deixava ser passado para trás por ninguém e a cada crime cometido com sucesso ele fazia uma tatuagem em “comemoração”. Fora convidado para entrar em vários grupos, mas sempre recusava, pois como dito anteriormente, ele jamais deixaria ninguém influenciá-lo, fazia aquelas coisas pois era o que ele sabia fazer e era naquele meio em que ele era reconhecido e não odiado por ser quem era. Mas tantos convites negados acabou atiçando a ira de algumas organizações. Armaram para o jovem Deveraux e ele caiu, mesmo sabendo que era um golpe.

- Ora se não é o ladrãozinho de nome nobre. – Xavier sorriu desdenhoso enquanto encarava um dos líderes do que eles chamavam de Double, um grupo que sempre cometia diversos delitos em dupla, um dos quais ele mais recusara convites.
- O que você quer? Fazer outro convite que eu provavelmente irei recusar? – O homem de cabeça raspada sorriu exibindo seus dentes platinados. Óbvio que aquilo não era outro convite. Xavier fora atingido nas costas com uma barra de ferro, aquilo doera, mas a dor não era maior do que seu ódio. Ele virou no exato momento em que vira a barra vir em sua direção, abaixou-se bem a tempo bloqueando o soco que receberia em seguida. Deu uma rasteira em seu alvo, jogando-o ao chão. Antes que ele pudesse levantar, Xavier ergueu um extintor de incêndio que estava próximo, afundando-o na cabeça de seu oponente. Vários outros vieram enfrentá-lo e ele derrubava um a um, até que foi vencido pelo cansaço e preso por dois homens enormes como gorilas. Sabia que não sairia dali com vida, sequer tentou resistir. Arqueou ao levar um soco na boca do estômago e antes que pudesse levar outro ouviu uma explosão não muito distante dali. Todos pararam o que estavam fazendo e um grupo de pessoas entrou atirando em todos. Xavier caiu de joelhos, respirando fundo e criando coragem para fugir, mas antes que pudesse tomar qualquer iniciativa ele fora atingido com um leve choque na nuca e caiu desacordado.

[...]

Xavier ouviu alguns gritos e abriu os olhos deparando-se com uma parede completamente branca. Havia ali uma garota com uma expressão de ira, ela estava com as mãos grudadas na grade e gritava exigindo que explicassem o motivo de prendê-la ali. “Prisão?” O garoto pensou olhando ao redor. Realmente estava em uma cela totalmente branca, como se fosse algum hospício e a louca gritando diante dele o levou a crer que de fato era. Mesmo estando naquela situação ele não demonstrou nenhum tipo de reação, apenas ergueu-se e dirigiu-se até a garota que permaneceu gritando, ignorando completamente a presença dele.
- Hey baby. – Chamou-a, mas ela ou fingiu não vê-lo ou não quis responder. – Onde estamos? – Finalmente a garota parara o que estava fazendo e voltou-se para Xavier. Ela era loira, meio sardenta e parecia ter um gênio tão forte quanto o dele. Ela lhe deu a resposta com tamanha acidez que Xavier imaginou estar falando com uma versão feminina de si. Obviamente ele não gostou dela e muito menos do tom de voz que ela usara com ele, e por isso aproveitou a deixa para brincar um pouco com os sentimentos dela. Conseguia sentir sua fúria, ela queria escapar dali, a ideia de se manter presa em um lugar parecia incomoda-la muito o que levou Xavier a crer que ela jamais passou por esse tipo de experiência. Ele sorriu maliciosamente e começou a brincar com os sentimentos da garota, potencializando a raiva que ela estava sentindo, o que fez com que ela desse murros e chutes na grade da sala. Ele sorriu observando a cena, mas seu sorriso se desfez quando lançou um olhar para o local onde a garota segurava a barra de ferro da grade. Estava derretendo, simplesmente derretendo. Ele recuou dois passos para trás, então ele não era o único a fazer coisas diferentes? – Como fez isso? – Indagou a garota que meneou a cabeça negativamente, afastando-se da barras. Era óbvio que ela sabia tanto quanto ele. – Isso é incrível. – Ele disse perplexo enquanto olhava para a garota diante dele. Engataram em um conversa e enquanto conversavam Xavier pôde perceber que não recebia mais nenhum sentimentos da garota diante dele, era como se seus poderes tivessem sido bloqueados.
- Sejam bem vindos, sejam bem vindos. – Ambos olharam para o que parecia ser um guarda ao lado de fora da cela. – Bem vindos à Oblivion, esse será o lar de vocês agora. – Xavier sorriu irônico e virou-se para a loira ao seu lado.
- Eu nunca tive um lar e nem pretendo ter, e você? – Ela sorriu como se tivesse entendido o recado. Assim que a cela foi aberta os dois atacaram os guardas que os aguardavam ao lado de fora, aquela fora a primeira tentativa de escapar de algo que eles sequer sabiam o que era, mas falharam, foram desmaiados com o mesmo choque que o colocaram ali. Se Xavier não sabia aonde havia se metido, bem, agora ele teria tempo o suficiente para conhecer o local, mas de uma coisa ele tinha certeza: Não iria ficar ali por muito tempo ou não se chamaria Xavier Schwarz Deveraux.  


delict
Fora por preso por latrocínios, furtos, assaltos, lesões corporais gravíssimas e assassinato em massa.

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Re: [FP] Schwarz Deveraux, Xavier [Pronta]

Mensagem por Anthony Quinzel em Sex Ago 14, 2015 10:01 am


Aprovado



Muito bem detalhada e trabalhada, cheia de detalhes e mostrando bem a evolução do personagem e seus poderes. Sua ficha foi muito boa de ler, meus parabéns.

Bem-vindo a Oblivion.

● ● ●



─ Now L-O-V-E is just another word I never learned to pronunce...
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