[FP] DELPHYNE, Darwin E. A.

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[FP] DELPHYNE, Darwin E. A.

Mensagem por Darwin E. Delphyne em Qua Set 02, 2015 1:27 am

DARWIN DELPHYNE
Alquimia | 17 | Estados Unidos | Clever | Heterossexual
"O homem, com suas nobres qualidades, ainda carrega no corpo a marca indelével de sua origem modesta." — charles d a r w i n
personality
Darwin é um garoto tranquilo e paciente. Costuma estar sempre com um sorriso discreto no rosto, do tipo quase imperceptível, e se mostra apto a fazer novas amizades e conversar a quase todo momento, embora seja, algumas vezes, tímido e facilmente envergonhado. Ainda sim, fala demais assim que se dá corda e sempre parece saber de alguma curiosidade, alguma coisa que os outros parecem não notar — embora nem sempre seja isso: na maioria das vezes, é apenas seu sorriso sugestivo e o levantar de sobrancelha que lhe passam a sensação de desconfiança para as pessoas.

Mas nem sempre foi assim. Embora sempre paciente e falante demais, o garoto costumava ser do tipo brigão e implicante, tanto que foi isso que o meteu na confusão que o levou até a prisão. Boca suja, pavio curto, era muito suscetível a ataques de raiva e, de forma instável, choros e depressão. Não tinha uma vida triste e isso lhe desencadeou várias desordens mentais, "curadas" ao chegar na prisão. Atualmente, vive em conflito com seu "eu" passado: a cada dia que acorda, precisa de lembrar de que socar alguém ou deixar que a língua se solte demais apenas lhe acarretará problemas. Que a melhor forma de sobreviver àquele lugar é manter o sorriso falso e a guarda levantada para problemas — que tanto ele possa causar, tanto os outros.
life story
Foi como o libertar das asas de um anjo.

Seus poderes não poderiam ter vindo de forma mais oportuna, e talvez trágica. Sua infância não poderia ter sido mais triste: sua mãe tinha medo do próprio filho, sabendo dos riscos da doença da criança. Seu pai...? Não mais que um drogado, o rapaz diria. Se sentia amargo, sendo este o único gosto que conheceu durante toda a vida. Como seria a felicidade, longe da avenida dos sonhos perdidos?

Darwin. Recebeu como nome uma homenagem a um dos maiores cientistas da história da humanidade, mas na maior parte do tempo não sabia como desenvolver uma equação nas aulas de química. Não era burro, não era infradotado. Mas... Havia tanto em sua mente, há tanto tempo. Onde estaria sua mãe?, a covarde que lhe abandonou. O que levou seu pai a fazer tudo o que fez? E ainda havia... A preocupação nível A. E se fosse descoberto? E se acabasse sendo uma das... quaisquer coisas da prisão em Paris? Não tinha a mínima ideia do que eram, de quem poderiam ser. Mas uma prisão mantém prisioneiros.

Quem estaria sendo cativo lá?

Chorar nunca ajudou muito. Logo após as lágrimas acabarem de cair, se sentia fraco por ter se permitido tal momento de sensibilidade. Então, o que fazer? Sempre soube que era uma criança problema, talvez desde que deu seu primeiro passo. Por que esconder isso? Costumava descontar sua raiva nos azarados magrelos que acabavam no meio do seu caminho, na maioria das vezes. Gritava tanto que ficava rouco. Batera em tantos deles por tantos anos que os dedos não doíam como deveriam.

Violência se tornou algo rotineiro em sua vida.

Um tipo de monstro se formara por baixo da pele de cordeiro. Os cabelos negros estavam sempre ensebados e os olhos, de um azul puro, normalmente vermelhos de choro ou de ingestão de morfina. É verdade, fazia parte do ainda famoso tráfico, embora tivesse cuidados para que não fosse descoberto. A droga era necessária. Era o que impedia seus ataques de raiva, comuns, se tornarem frequentes. Quantos pirralhos magrelos precisariam chegar em casa com um roxo no olho por causa de um maluco com desordens psicológicas?

E ele se odiava. Se odiou por cada minuto de sua vida, mesmo depois da prisão achá-lo.

Ele sabia que seria pego algum dia, só não esperava que este dia fosse o seguinte ao que acordasse. Era pavio curto, mas cuidadoso. Ou se pensava assim, pois assim que voltou de uma visita a quadra da escola com seu saco de pancadas favorito, lá estavam eles. Soldados, médicos. Estavam todos a porta de sua casa. Eles não sabiam? Não sabiam que seu pai vivia durante a noite, quando a luz não poderiam mais feri-lo?

Teria entrado pela porta da cozinha, na parte da trás da casa, mas o soldado fora mais rápido ao virar a cabeça e avistá-lo. Seu coração gelou, não era burro: um homem segurando uma metralhadora deve ser temido, embora toda a sua vontade fosse de simplesmente sair correndo na direção do soldado e assumir o enorme desejo de morte que sentia todos os dias. A decepção de ter que acordar todos os dias e suportar mais um pouco da sua dor.

Mas tudo o que fez foi manter uma expressão fria no rosto enquanto cerca de 10 soldados e dois médicos — os julgava pelo jaleco. Todos os homens e mulheres em roupas de camuflagem mantinham uma inexpressão em suas faces, tal como esperado, enquanto os dois doutores tinham algo de exasperado no olhar. Isso chamou sua atenção. O que teria acontecido? O que seu pai fez? Contudo, os médicos não gritavam "senhor Delphyne", e sim um nome.

Um nome simples. Conhecido.

"Darwin!"

Darwin.

E antes que se desse conta, estava sendo levantado do chão por alguém forte, mas sem ter ideia de quem era. O que estava acontecendo? Uma interrogação enorme preenchia sua mente, mas tudo o que pôde fazer foi gritar. Primeiro, eram berros sem sentido. Apenas ondulações no ar de sua voz, mas então começou a chamar nomes. Seu pai. Sua mãe. Sua fornecedora de morfina. Sua vizinha. Eram as pessoas importantes de sua vida. Eram as pessoas com que cresceu. Nenhuma delas apareceu. Em nenhum de seus chamados, alguma delas apareceu para seu socorro.

Se debatia com tanta força que estava surpreso, por baixo de tanto desespero, de não ter se livrado do soldado. Mas ele era forte, tão forte que não deixava que se libertasse. E ninguém aparecia... Pela primeira vez, realmente viu como estava sozinho, abandonado por todos. E se morresse? Será que, caso se fosse, faria tanta falta.

Então relaxou o corpo. Por que lutar? Por que lutar contra tanto sofrimento quando ele estava bem a sua porta? Fechou os olhos, ignorou as perguntas desesperadas dos doutores. Quem eram aquelas pessoas? Não... Importava. Nada parecia importante, exceto o alívio que sentia agora que não lutava mais. No entanto, também havia um peso tão grande em sua alma...?

Abriu os olhos, foi solto no chão de forma bruta. O colete anti-balas do policial parecia algum tipo de metal... Só sabia que era pesado, porque o homem se jogou no chão e gritava por socorro. Dizia que estava sendo esmagado. Ao redor do drogado, apenas aço. Chumbo. Todos os tipos de metais imagináveis. Como se tivesse transformado um rio de água em ouro.

Mas ele transformou.

Transformou o piso de asfalto em nada menos que aço. Tão duro quanto a sua alma.
delict
Consumo de drogas: usuário de morfina há aproximadamente 4 anos;
Homicídio culposo: assassinato de um oficial público durante liberação dos poderes. Especificações: Alquimia; mutação de couro/tecido especial para aço.

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Darwin E. Delphyne

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