[FP]BLANCHE, Angel

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[FP]BLANCHE, Angel

Mensagem por Angel Blanche em Sex Jul 03, 2015 8:29 am

Angel Blanche
Manipulação Mental | 17 anos | França | Prisoner | Bissexual
You can take revenge on evil without becoming part of it?
personality
Quem eu sou? Me pergunto isso deste que me entendo por gente. Sou uma menina doce e gentil que precisou se transformar para ver justiça. Consumida pelo medo, e ainda sim se fazendo de forte, com o coração cheio do mais puro amor e do mais perfeito ódio, uma alma atormentada por coisas que fogem ao seu controle, tentando se manter sã, mesmo sabendo que a muito a sanidade me deixou. Um paradoxo talvez, uma grande interrogação.
life story
Era uma vez... Juro que rio de histórias que começam assim, seria lindo se toda história fosse um conto de fadas não é? Mas a minha está bem longe disso, na verdade, se minha história fosse um conto de fadas, com certeza seria uma dos Grimm, não digo essas modificações com principes encantados e felizes para sempre, até por que isso não existe, me refiro aos originais, cheio de terror, morte e o principal, nada de felizes para sempre ou um principe em seu corcel branco vindo me salvar, então se isso é o que procura, sugiro que pare de ler por aqui e pegue o caminho de volta que o trouxe aqui.


Resolveu continuar? Bem que fique claro que eu avisei, não me culpe e não tenha pena de mim, eu não preciso disso, só preciso de um cigarro e o resto vai se ajeitando, ou ao menos voltando aos seus devidos lugares.


Não vou começar pelo clichê, até por que eu jamais serei o tipo de menina clichê, vamos pular a parte onde eu tinha pais amorosos que acharam que seria divertido e lindo jogar uma criança nesse mundo fédido e nojento que eles mesmo criaram para si, sobre eles basta saber que minha mãe não resistiu ao me dar a luz e morreu poucas horas depois sem nunca ver meu rosto, meu pai me jogou no colo de meus avós e sumiu no mundo, só tive notícias suas aos 12 anos, quando um estranho bateu a minha porta, "um velho amigo de seu pai" me disse ele pouco antes de entregar-me uma carta e me dizer que o velho estava morto, de herança recebi dividas por drogas, apostas e um agiota em minha porta, apenas aquilo que todo pai amoroso deixa para seus filhos.

Meus avós com certeza foram pessoas que mereciam um lugar especial em minha história, foram cuidadosos e carinhosos, nunca permitiram que me faltasse nada, apesar do pouco que tinham, tudo era para mim, poderia até dizer que fui mimada por eles, e mesmo quando agiotas e cobradores passaram a bater em nossa porta eles não me viraram as costas ou me negaram nada, na verdade venderam seu carro e pagaram as dividas, apenas para que eu não precisasse mais enfrentar os erros do meu doador de esperma. Eu os amei com toda minha alma e de todo meu coração nada jamais poderá se comparar ao amor que eu nutri por eles por toda minha vida, meu sonho era apenas poder dar orgulho a eles, ainda que eu esteja bem longe disso hoje.

Minha infância foi algo normal, estudar e brincar, nada além disso, até aproximadamente meus 13 anos, quando algumas coisas começaram a me cercar, eu não sabia explicar só via acontecerem, eu olhava, pensava em algo e as pessoas faziam, demorei meses para realmente entender o que acontecia, e isso era realmente divertido, eu fazia as pessoas se humilharem das piores formas, quando maior o ego, maior era a humilhação. Certa vez fiz um banqueiro que tentou humilhar minha avó por causa de uma divida imitar um cachorro farejando a todos pelo banco, claro que minha avó percebeu algo, e algumas semanas depois vovô veio conversar comigo, eu não podia fazer aquilo, se me pegassem seria meu fim, a partir daquele momento me policiei evitando fazer coisas que chamassem a atenção, eu tinha que me esconder, ninguém mais podia saber.

Imaginem uma adolescente que pode simplesmente manipular a mente das pessoas ao bel prazer, eu nunca mais deixei de ter o que queria, era fácil e prático, mas apenas coisas pequenas, apenas coisas discretas. Nessa época Vovô havia acabado de vender o carro e entregar todo o dinheiro ao agiota para que ele me deixasse em paz, não funcionou, ele queria mais e mais, meus avós não sabiam mais de onde tirar dinheiro ou o que fazer para se livrarem dele, até que vovô em um ato de coragem disse que não daria mais um real a ele, eu vi ódio no olhar daquele homem, e ele jurou que aquilo teria um preço alto.

Haviam se passado dias, e nada acontecia de diferente, eu estava chegando em casa quando ouvi tiros, eu não pude fazer nada, fiquei paralisada, apavorada olhando para minha casa esperando até que dois homens saíram de lá, não me lembro bem como consegui voltar a me mexer, corri com todas as minhas forças para dentro de casa, e encontrei minha avó e meu avô, mortos, o sangue se espalhava por todos os lados, meu estomago embrulhou, não pude evitar, coloquei tudo que eu havia comido naquele dia para fora caindo de joelhos, chorando e gritando sentindo toda a dor que aquilo me causava... nada mais importava, mas eu mataria, eu pegaria o desgraçado que havia feito aquilo e todos os outros envolvidos, algo em mim morreu com meus avós, e algo nasceu, o grande problema era que o que nascia não tinha sentimentos.

Após juntar algumas coisas em uma mochila eu queimei a casa, não queria que ninguém visse meus avós daquele estado, eles não mereciam isso, e eu também não queria que a policia pegasse os culpados, eles eram meus, apenas meus.

Assisti a casa se consumir pelas chamas em silêncio, velando os corpos de meus avós e pedindo aos céus que os recebesse, ainda que eu não merecesse, eles mereciam esse lugar especial de que todos falam, eram pessoas boas e gentis, que ajudavam a todos... e agora estavam mortos da forma mais cruel e fria possível.

Eu tinha uma noção de por onde começar, fui atrás do agiota, haviam vários homens lá, um pouco de manipulação mental e passei por eles em silêncio, para eles eu era apenas uma prostituta qualquer. Fui recebida por um agiota que não sabia o que dizer, olhava para ele com uma arma na mão, o primeiro tiro acertou a perna dele, senti um prazer naquele momento que nada mais poderia superar, ele morreu lentamente, se afogando no próprio sangue, e a última coisa que ele viu foi meu rosto, nada além disso.

Fui acusada por dois incêndios, mais de 15 assassinados. O primeiro incêndio o da casa dos meus avós, o segundo o do 'escritório' do agiota, não neguei nenhuma acusação, era culpada por ambas, mas ser acusada da morte de meus avós? Aquilo me magoou e machucou, eu tinha 14 anos, era uma criança, usando de manipulação para ficar longe da prisão.

Você sabe o problema de se conseguir se livrar da prisão por tanto tempo? Você começa a se achar invencivel e imortal, e isso não existe, eu era feliz, morava numa casa num suburbio com dois amigos, a noite chegou e a casa foi invadida, não tive o que fazer, antes que pudesse pensar em fazer alguma coisa algo me atingiu, e o inferno se fez...


delict
Homicidio de 15 pessoas, incêndio intencional de 2 localidades.

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Re: [FP]BLANCHE, Angel

Mensagem por Anthony Quinzel em Sex Jul 03, 2015 7:01 pm


Aprovado



Sua ficha certamente foi aprovada. Li sua história e gostei na hora. Você escreve bem, tem uma história e sentimentos profundos em sua personagem, espero ver grandes coisas dela enquanto estiver aqui.

Bem-vinda a Oblivion.

● ● ●



─ Now L-O-V-E is just another word I never learned to pronunce...
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