[FP] Winbledeaux, Thea

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[FP] Winbledeaux, Thea

Mensagem por Thea Winbledeaux em Seg Jun 15, 2015 4:33 pm

Theodora Winbledeaux
Realidade Artística | 21 yo | Paris | Rebel | Bissexual
❝Cover your crystals eyes And feel the tones that Tremble down your spine❞
personality
Para começar, Theodora encaixa-se na classificação de Chaotic Neutral. "Uma pessoa dentro da categoria Chaotic Neutral segue seus caprichos, é um individualista do começo ao fim. Valoriza sua própria liberdade, embora não se esforce para proteger a liberdade dos outros, nem se importe com isso. Evita a autoridade, desafia tradições e ressente-se com figuras de autoridades que possam bagunçar o equilíbrio doentio que criou para si mesmo. Entretanto, não combate as figuras de poder de maneira consciente, já que, para fazer isso, ela teria de ser motivada tanto pelo bem (e um desejo de liberar os outros) ou pelo mal (e um desejo de fazer aqueles que são diferentes de si mesmo sofrer). Muito pelo contrário, só liga para sua sombra. Alguém dentro desta categoria pode ser imprevisível, mas o seu comportamento não é totalmente aleatório. Geralmente são extremamente inteligentes a seu próprio modo."

Thea é como uma bomba relógio ligada no 220, imprevisível e muito agitada. Incapaz de ficar parada por muito tempo, tanto fisicamente quanto mentalmente, ou começa a enlouquecer. Possui um raciocínio rápido e distante do tradicional, encontrando caminhos e respostas em locais pouco convencionais, fazendo com que seja impossível prever seu próximo passo. Além de impulsiva, não possui rédeas na língua, nos dedos e nem na perereca. Fala o que deve ser dito quando deve ser dito, escreve tudo o que precisa ser mostrado ao mundo e fica com quem quer, sem se importar muito com o que os outros pensarão.

Em público, é a pessoa que tenta manter a conversa fluindo com seus comentários ligeiramente críticos, deixando tudo mais agradável. Sempre foi elogiada por seu senso de humor, por aqueles que o compreendem, claro. Pessoas mais recatadas podem se sentir incomodadas com a falta de filtro da jovem, além da delicadeza digna de um elefante patinando no gelo.

Amante de festas selvagens e, preferencialmente, secretas, torna-se ainda mais wild quando está longe dos olhares de conhecidos, ou simplesmente sob efeito de bebidas, apesar de não fazê-lo com frequência. Afinal, tudo que nos é proibido acaba sendo mais gostoso. Desde pequena foi a garotinha irritadiça, com pavio curto, e isso não mudou nada. Tem absolutamente zero paciência, talvez pelo fato de estar sempre em uma linha de raciocínio que anda rápido demais. Como se entedia muito fácil, acaba fazendo besteira para passar o tempo.

Suas habilidades na área de relacionamentos colaboram com sua reputação positiva, no quesito social, porém sua fama irreverente acaba afastando possíveis colegas. Para muitos, uma amizade com a menina Winbledeaux é, não apenas cansativa, como também insustentável.
life story
O Poder:
Realidade Artística é a capacidade de dar vida a tudo aquilo que produzir textos, desenhos, esculturas e até mesmo criaturas, na qual seguem os seus comandos.

Era uma noite de tormenta na capital francesa, Paris, quando o famoso casal Camille Demarchelier e Henry Winbledeaux deu à luz ao par de filhos gêmeos tão esperados. Camille e Henry eram parte do que restara da nobreza do país e, portanto, o nascimento de seus herdeiros fora um evento coberto ao vivo por toda rede televisiva nacional - incluindo algumas internacionais curiosas. Todos queriam ver em primeira mão as feições angelicais dos bebês mais famosos de toda França, Theodora e Caine Winbledeaux. Como a maioria dos nascimentos de gêmeos, o parto ocorrera meses antes do que se era previsto, trazendo grandes complicações para a mãe e os filhos. As mentes mais supersticiosas acreditavam que as complicações da cirurgia foram ocasionadas pela data em questão: era 31 de outubro, o único dia do ano em que a linha tênue que separava o mundo espiritual do mundo dos vivos era interrompida, e os mortos conseguiam caminhar junto aos humanos.

Quando viu-se que as crianças recém retiradas do útero de Camille não choravam nem esperneavam, apenas sorriam de maneira sinistra, as enfermeiras entraram em pânico. "São demônios", diziam.

Assim iniciou-se boatos de que os irmãos Winbledeaux foram possuídos pelo mal, de que eram produto do sobrenatural.

o o o

Os relatos à seguir foram retirados dos arquivos de admissão da paciente A-937 {T. WINBLEDEAUX} do Centro Psiquiátrico Beatrice Winchowski - CPBW.

Tudo começou com um clarão. Primeiro eu pensei que fosse um incêndio na cabine do comandante, ou algo do gênero, porém, assim que não senti o calor das chamas, minha mente começou a procurar explicações mais amplas. Extraterrestres, talvez. Naquele momento poderia ser até mesmo o juízo final, quem sabe; Só consigo afirmar que tudo começou com um clarão.

Na hora havia tanto barulho que eu mal conseguia ouvir meus pensamentos. Aeromoças tentavam manter a calma dos passageiros, apesar de terem o terror sobre o conhecimento de que iam morrer estampado seus rostos; uma criança berrava ao fundo e o comandante repetia informações sem parar no comunicador. Era um caos. Lembro-me de ter olhado para as poltronas espaçosas da primeira classe ao meu lado e ver minha mãe chorar. Ela também parecia saber que iríamos morrer. Papai segurava sua mão, ele mesmo segurando as lágrimas de pavor, e gritava sem parar algo como "Eu amo vocês. Eu amo vocês. Eu amo vocês". Caine, sentado ao meu lado, fazia o mesmo que eu: olhava ao redor e tentava entender que diabos estava acontecendo.

O avião começou a balançar loucamente, como uma máquina de lavar roupas quebrada dançando pelo chão. As malas começaram a cair, os compartimentos de bagagem se abrindo devido o movimento. As máscaras de oxigênio balançavam sobre a minha cabeça, zombando de mim. Em algum momento uma maleta voou para cima de mim, acertando-me em cheio. Tudo o que consigo recordar foi de ter apagado depois disso. Não sei de mais nada.


[Dra. Georgia Elspeth: E depois, Theodora? Conte-nos sobre o que aconteceu depois que você acordou, por favor.]

Eu... Eu não sei...

[Dra. Georgia Elspeth: Tente se concentrar, querida.]

Eu não posso falar, eles me avisaram que eu não posso contar à ninguém, ou iriam me matar. Não quero acabar como eles, não quero morrer... Por favor, não me obrigue à dizer...

[Dra. Georgia Elspeth: Nós vamos te proteger, ninguém lhe fará mal. Tem a minha palavra.]

Você precisa saber, não está segura. Então, vamos lá.

Assim que abri meus olhos, não conseguia me lembrar de onde estava, ou do que estava acontecendo. Após analisar o ambiente ao meu redor, fiquei ainda mais confusa. Estava deitada em uma clareira de alguma floresta desconhecida. Mais tarde, fiquei sabendo que se localizava ao norte do Canadá. As pequenas plantas que me rodeavam estavam queimando e tudo que consegui pensar foi em como seria uma pena perder tanta biodiversidade. Eu sei, um pensamento fútil para uma situação tão crucial, porém estava desesperada para tirar minha mente do que veria à seguir. Fogo. Destruição. Metal para todo lado.

O enorme avião de cruzeiro estava partido no meio, as turbinas ainda funcionando.  Enormes faíscas voavam para todo lado e gritos de agonia podiam ser ouvidos vindos dos entulhos. Tentei me sentar e me acalmar, porém fui distraída pela visão de sangue. O meu sangue. Um pedaço de metal partido estava enfiado em meu pulso direito, e, embora não sentisse dor, o ferimento sangrava loucamente. Recordo-me de ter arrancado o destroço sem dificuldade e sem sofrimento, como se estivesse tirando um band-aid. Acho que minha dor estava sendo camuflada pela adrenalina ou algo assim. Pouco importa.

Antes de conseguir me levantar para procurar minha família, um barulho ritmado encheu meus ouvidos, mantendo-me presa no lugar. Parecia o som de vários pés batendo no chão, como um exército. Voltei-me para os limites da clareira com o bosque, vi centenas de pessoas translúcidas se aproximando. Seus olhos eram brancos, sem íris, e suas bocas proferiam palavras sem som. Eram eles, os passageiros do meu vôo. Sem perceber, comecei a chorar. Mamãe, papai e Caine estavam entre os seres; e foi assim que a compreensão me chocou: estavam mortos, todos eles. Estavam vindo atrás de mim, para me fazer pagar por  ter sobrevivido.

ELES ESTÃO VINDO ME PEGAR! ME TIREM DAQUI! PRECISO FUGIR! VAMOS TODOS MORRER, ELES NÃO TEMEM A ESCURIDÃO, SÃO FILHOS DELA! SOCORRO! ME. TIREM. DAQUI!


[Dra. Georgia Elspeth: Enfermeiros, sedem-na e tirem-na daqui. Isso é o suficiente. Ela está louca, até que consigamos contatar sua família a internação deve ser imediata.]

o o o

Depois do acidente de avião em que perdera os pais e o irmão, o mundo de Theodora caiu. Por nunca ter ligado para os bens materiais que seu dinheiro podia comprar, os presentes enviados por fãs da família Demarchelier e almas caridosas que também perderam entes queridos no vôo 5678 de Quebec à Paris não faziam diferença para a menina. Tudo o queria era estar nos braços de sua família novamente, e isso não seria possível. Perder alguém próximo já é difícil, imagine três, e tendo apenas treze anos. Para o resto do mundo isso foi motivo suficiente para que a queridinha francesa fosse internada numa instituição de recuperação, foi uma explicação plausível e segura. Pena que era mentira.

Após sobreviver à uma queda que matou 350 pessoas - sem contar a equipe de pilotos e atendentes - uma parte dela morreu, e outra acordou. Conseguia ver e se comunicar com os mortos, mesmo contra sua vontade. Seria atormentada por vozes que não podiam ser caladas pelo resto de sua vida.

Ao menos era isso que acreditava. A realidade era um pouco pior: após o trauma, seu cérebro entrou em pane. Sofre de alucinações graves, e pode se tornar incrivelmente violenta em casos de pânico. Tornou-se uma ameaça à sociedade. Bastava alguns assuntos chave para abrir a fechadura da loucura, e uma Thea completamente diferente acordar. Uma Thea agressiva, perigosa.

Seu cérebro tornara-se seu pior inimigo.

Assim que o resgate dos bombeiros a encontrou ilesa no meio dos corpos queimados, pensaram que era um milagre. Até ouvirem-na delirar. Ela gritava e esperneava, se debatia com medo de pessoas que não estavam ali. A única opção foi enviá-la diretamente para o Centro Psiquiátrico Beatrice Winchowski, um dos melhores hospitais psiquiátricos da América Central.

Esteve sob tratamento intensivo por longos três anos, contra sua vontade. O CPBW (apelido "carinhoso" do hospital) tentava ao máximo se parecer com um colégio interno: possuía uma rotina regular de aulas (as quais Winbledeaux sempre se destacou), atividades eletivas e um grande refeitório. Até seria um local agradável, se não fossem os gritos no meio da noite, as terapias malucas e a terrível solitária - um quarto longe de tudo e todos com as paredes acolchoadas, onde os pacientes eram trancados nas tradicionais camisas de força. A experiência em si devia ser traumatizante para um paciente comum, mas, para Winbledeaux, era um inferno, já que convivia também com as alucinações dos espíritos de todos aqueles que morreram no centro.

Foram nas horas de ócio do tratamento em que a menina desenhava. Desde pequena tivera um toque artístico notável, era muito talentosa. Após muito insistir conseguira permissão para guardar consigo um bloco grosso de desenho, com a capa de couro preta simples, e um estojo com vários pedaços de grafite para rabiscar. Ela andava para cima e para baixo com seu "diário", combatendo sua natureza pacífica para espancar qualquer um que tentava roubá-lo. Durante esses primeiros anos de adolescência que os desenhos e textos que produzia começaram a chamar sua atenção. O que antes eram apenas rabiscos, palavras ou traços sem grandes objetivos, tornaram seus instrumentos para tornar aquela vida de hospício menos pior.

Ela tinha dezessete na descoberta, quando já estava no CPBW há quatro longos anos. Pouco a pouco fora tornando-se mais poderosa, começando com pequenos testes: pintou uma bolinha de gude, que apareceu sobre o papel segundos depois, feita vidro verdadeiro. Em seguida, testou a escrita: "Elspeth começa a pular", e sua doutora realmente o fez, sem a menor consciência. Aquele talento era sua arma de saída. Ali iniciou-se um plano, aperfeiçoaria suas habilidades e fugiria.

Seu plano, porém, nunca foi posto em ação. Antes de sua pena acabar, Thea, com dezenove anos, foi liberada do tratamento por sua avó materna, Magda. A senhora era uma rica empresária, matriarca protetora da fortuna e dos bens da família Demarchelier, que nunca se deu o trabalho de checar na neta. Então por que libertá-la? Simples, a atenção da mídia estava desaparecendo, e uma manchete tão atrativa quanto "Avó milionária adota a pobre neta sobrevivente e doente" iria acender os holofotes novamente.

Um jogo de interesses, sem amor.

Antes de dizer adeus aos médicos, porém, a menina Winbledeaux deixara sua marca. Durante sua última noite, com seu pequeno toquinho de carvão, desenhou labaredas nas paredes da cozinha do sanatório, onde guardava-se os butijões de gás. O incêndio, inicialmente humilde, cresceu nas horas de escuridão, até consumir uma ala inteira do local. Theodora, que pensara estar livre das punições, fora pega no ato pela câmera de segurança, e o vídeo passou em todas as redes televisivas do país.

Logo após pagar a saída do hospital, Magda despachou a menina para Paris, e jogou-a no fundo da tão famosa Oblivion, de acordo com a sentença dada à Thea pela juíza que cuidara do caso. Não queria carregar o fardo que era cuidar de uma louca, ainda por cima se fosse uma louca mutante. Largou a neta, seus vários remédios anti-alucinógenos, um cartão de crédito ilimitado e um "tenha uma boa vida, não me ligue" na porta da instituição na França. Obviamente que sua chegada passara longe de pacífica. Thea não podia acreditar em sua má-sorte, e gritava, arranhava e mordia os guardas, tentando se soltar. Os boatos sobre o local eram famosos: "Quem um dia entrasse, nunca mais saía". Seu principal objetivo era manter as alucinações em segredo, os espíritos inexistentes que a assombravam, pois não queria ser estudada ou condenada ainda mais.

Para quem já passou por tanta merda na vida - acidente de avião, morte dos pais e irmão, um sanatório onde fora abusada sexual e psicologicamente, ansiedade e paranóia extremas, alucinações com pessoas mortas o tempo todo, ondas de raiva incontroláveis - outro aprisionamento só podia ser uma mensagem bem clara do universo. Um tapa na cara para que Theodora finalmente entendesse:

Sua vida acabou, bem vinda ao inferno.
delict
o Incêndio na Ala A do Centro Psiquiátrico Beatrice Winchowski, tendo como resultado uma enfermeira morta, sete pacientes feridos e um dano estimado de US$ 150.000,00.

o Vandalismo - mais especificamente, pixações.

OBS: Quando viram os vídeos da câmera de segurança, os policias inicialmente não souberam o que aconteceu. Sendo assim, Thea foi acusada de vandalismo por desenhar labaredas na parede de uma instituição privada, e de incendiá-la.
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Re: [FP] Winbledeaux, Thea

Mensagem por Frank Scherbitsky Rose em Seg Jun 15, 2015 5:11 pm


Aprovado


Garota de personalidade peculiar. Thea gosta de aparecer e ser notada e quando isso não acontece, saia da frente dela. Pelo que pode ser notado, vai dar grandes problemas. Uma moça que gosta de criticar e ter tudo em suas mãos, mas nem tudo foi um mar de flores em sua vida. Acusada como um demônio que veio para semear o mal, a menina ainda foi considera louca. Sua história está excelente e chama muita atenção pela maneira que foi descrita, acredito que será uma das detentas mais temidas pelo próprio comando da prisão.
Bem vinda a Oblivion.


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